Laboratório de Química da ACOS

Ainda que a oferta analítica não esteja completada, este novo equipamento vem alargar a oferta de análises ao azeite, permitindo avaliar a qualidade e a pureza deste produto, de acordo com o regulamento comunitário, que define as caraterísticas das várias categorias de azeite, tal como explica Helena Monteiro, responsável pelos Laboratórios da ACOS.

De acordo com a Associação de Agricultores do Sul, apesar de ainda estar “na fase de desenvolvimento de novos métodos”, o Laboratório já consegue fazer, em Beja, “a totalidade das análises que são obrigatórias nas exportações para o Brasil”.

Tal como Helena Monteiro revela, este serviço da ACOS não se limita, apenas, aos associados e recebe amostras de qualquer entidade ligada ao sector olivícola, sendo que “os seus principais clientes são olivicultores e lagares, quer de cooperativas, quer privados”.

Entre as diversas mais-valias que este serviço proporciona “aos vários intervenientes no sector da olivicultura”, destaque para a “disponibilização de um laboratório acreditado, onde fácil e rapidamente podem obter resultados analíticos de azeitona, azeite e bagaço de azeitona possibilitando assim tomadas de decisão mais fundamentadas”.

Por outro lado, a ACOS está a preparar, em articulação com o Instituto Politécnico de Beja, a criação de um painel de provadores de azeite para análise organolética. Esta é uma análise obrigatória na classificação do azeite e que contribui para a determinação da categoria como será comercializado. Helena Monteiro recorda que esta é uma intenção “antiga” da ACOS, igualmente partilhada pelo IPBeja, nomeadamente, pela Escola Superior Agrária.


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