ETAR água

Os laboratórios de saúde pública foram criados na década de 1970, têm como principais funções a vigilância da qualidade da água destinada ao consumo humano, assim como de piscinas e zonas balneares; a análise de alimentos e apoio ao estudo das "toxinfecções alimentares colectivas", por exemplo, o caso da bactéria legionella, assim como o diagnóstico laboratorial de tuberculose, monitorização do tratamento e sua evolução, refere, igualmente, o "Público", frisando que existem 12 polos nas cinco regiões de saúde do país e que trabalham nestes serviços 105 pessoas, sobretudo técnicos de diagnóstico e terapêutica.

Com vista a "optimizar os recursos existentes", o despacho do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa, de 9 de Junho, dá conta da decisão de "desactivar" os pólos de Viana do Castelo, Coimbra, Beja, Portalegre, sendo o de Braga integrado no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) do Porto e o de Oeiras no INSA de Lisboa. Nota-se ainda que a área da patologia clínica será transferida para os hospitais das respectivas áreas geográficas, diz também, o "Público.

O matutino prossegue referindo, que o documento oficial ressalva que, nos laboratórios propostos para encerramento, "deve ser equacionada a necessidade de os circuitos necessários a uma resposta adequada e de qualidade". Escreve-se ainda que "este cenário inclui a mobilidade (ou reforço) de recursos humanos e a transferência de equipamentos para as instituições hospitalares e para o INSA".

Em resposta ao PÚBLICO, fonte oficial refere que "neste momento ainda não há uma decisão tomada", mas, de acordo com um ofício assinado pelo chefe de gabinete de Leal da Costa, de 9 de Junho, a solução já foi escolhida: "o senhor presidente do INSA irá articular-se com os senhores presidentes das Administrações Regionais de Saúde (ARS) para que se cumpra o cenário proposto", lê-se no documento.


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