costa alentejana

Nesta missiva, o Movimento recorda a “Resolução de Conselho de Ministros que estabeleceu um regime transitório de dez anos para este Perímetro de Rega do Sudoeste Alentejano, que supostamente traria soluções mas que na prática veio agravar uma situação insustentável”.

No documento, o Movimento frisa, também, que “numa época dramática, com o planeta assolado por uma pandemia causada por um vírus que muitos especialistas associam à destruição persistente dos ecossistemas, é tempo de mudar de paradigma: Portugal não pode continuar a sacrificar um Parque Natural com compromissos ambientais a nível nacional e europeu. O Governo não pode cair na contradição de apelar ao consumo do que é português quando está a subsidiar empresas estrangeiras que destroem o nosso ecossistema.”

Concretamente, o Movimento pede ao Governo “coragem política para colocar um travão imediato a novas explorações e/ou ampliações de projetos existentes, até que sejam resolvidas e penalizadas as irregularidades que o próprio Estado já identificou no relatório da IGAMAOT, homologado em Março de 2018 pelo Ministro do Ambiente.”

É dito, igualmente, que “numa zona prioritária de conservação da natureza como é o PNSACV, uma estratégia de crescimento assente numa lógica de preservação ambiental pode representar por um lado um ativo económico que não será de todo despiciendo, e por outro posicionará esta região como um “hub” europeu de desenvolvimento sustentável - uma junção de ecologia, turismo de natureza e projetos agrícolas sustentáveis que afirmará o país como realmente comprometido com os desígnios do Pacto Verde Europeu.”


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Força estou com vosco

José Maria Leonor

27/04/2020