Museu de Arqueologia

Em nota de imprensa, a Câmara de Serpa recorda que o Museu Municipal de Arqueologia de Serpa abriu ao público no dia 24 de março de 2016, depois de uma profunda requalificação deste espaço onde havia sido recolhido um vasto espólio arqueológico ao longo de várias décadas e que se encontrava visitável desde 1984.

O documento enviado à nossa redação revela também, que ao longo destes dois anos recebeu mais de 25 mil visitantes, numa média superior a 1000 entradas mensais.

O Museu, que se divide em dois pisos e ainda engloba materiais expostos na Alcáçova do Castelo, integra mais de 300 peças distribuídas por vários períodos, desde os mais antigos vestígios de ocupação humana do concelho de Serpa datados do Paleolítico, passando pelo Neolítico a as Idades do Metais (Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro) até aos períodos Romano, Antiguidade Tardia e Islâmico.

O espaço museológico inclui uma Sala Polivalente, concebida para receber vários tipos de atividades, que abriu ao público nos finais de 2013, enquanto o Museu ainda se encontrava em reabilitação, tendo recebido as exposições da Rede de Museus do Baixo Alentejo “Marcas do Território” e mais recentemente “Escrita no Baixo Alentejo. Das origens aos nossos dias” e outra organizada pela Câmara Municipal de Serpa sob o título “Apontamentos de obra” destinada a mostrar a evolução do projeto e a obra de requalificação do Museu e Núcleo do Castelo.

No final de 2017 este espaço recebeu a conferência “Carta Arqueológica de Serpa: 20 anos de inovação”, que marca o início de uma nova fase de dinamização do Museu Municipal de Arqueologia que irá receber várias iniciativas em 2018 no âmbito da adesão do município às comemorações do Ano Europeu do Património Cultural.

A cidade de Serpa acolhe durante este fim-de-semana, um colóquio dedicado ao tema da Reconquista Cristã nos territórios do Sul entre o Tejo e o Guadiana, no auditório da Casa do Cante. Iniciativa inserida nas comemorações do aniversário do Museu de Arqueologia.

A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Serpa, conta com um vasto leque de especialistas que propõem várias apresentações com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o processo de formação da fronteira portuguesa, no território atualmente correspondente ao Baixo Alentejo, entre os séculos XII e XIII.

No sábado, dia 24, às 18h00, e integrado na programação do colóquio, é lançado também o livro: “Serpa na formação do Reino de Portugal 1166-1295”, uma edição da Câmara Municipal de Serpa, da autoria do historiador Joaquim Boiça e que conta com apresentação a cargo de Pedro Gomes Barbosa, da Universidade Clássica de Lisboa.

O colóquio “A Reconquista Cristã Entre Tejo e Guadiana” insere-se, também, programa de atividades do município para as comemorações do Ano Europeu do Património Cultural.



Comente esta notícia