Museu Beja

Nas respostas às questões formuladas, o presidente da Câmara disse que a opção Ministério da Cultura não existia em 2017, quando assegurou que a melhor solução seria passar o Museu para a autarquia e que ao colocar-se esta possibilidade, apesar do Executivo ter sido surpreendido com a mesma, esta decisão foi tomada por ser a melhor. Paulo Arsénio explicou porquê, dizendo que vai ter uma dinâmica nova e garantindo que a Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo) tem verbas para assegurar o normal funcionamento do Museu.

Paulo Arsénio prosseguiu, respondendo ao público e esclarecendo no que consiste a gestão partilhada. Neste contexto referiu que sendo a cidade de Beja a mais beneficiada com o Museu esta seria a melhor alternativa, ou seja a de poder intervir neste processo.

Depois foi a CDU, através do eleito João Dias, quem questionou sobre o plano de investimentos previstos para o Museu, pedindo esclarecimentos sobre o acervo, a passagem dos trabalhadores e que fosse clarificada a questão da gestão partilhada. Os eleitos da CDU disseram, igualmente, que no fim de contas o Executivo não se decidiu por nenhuma das três opções, mas sim por uma híbrida, a gestão partilhada.

E foi na resposta a estas matérias que Paulo Arsénio acusou a CDU de ter responsabilidades maiores na situação em que o Museu se encontra, dizendo que já o tinham oferecido à tutela e que agora vai andar, quer o PCP queira, quer não.

O eleito João Dias voltou a intervir para lembrar que existiam 630 milhões de euros para o Museu, em 2013, que Paulo Arsénio não cumpriu a promessa de passar o Museu para a Câmara e que o Executivo anterior não o assumiu porque o seu antecessor deixou um défice financeiro que o não permitiu. Perguntou, ainda, pelo resultado da auditoria prometida, e que não aparece, às contas da gestão anterior da CDU.

Paulo Arsénio esclareceu que o dinheiro não foi tocado, que as obras que forem feitas no Museu contarão com a participação da Câmara de Beja e que foi feita uma auditoria às contas por parte da Inspeção Geral de Finanças. Acrescentou que por este motivo não foi pedida uma auditoria externa e que se aguarda o relatório final.

O ex-presidente da Câmara, João Rocha, também pediu para intervir e revelou que, em 2017, havia 1 milhão de euros para obras no Museu, aprovados no contexto da CIMBAL e do Portugal 2020.

A discussão terminou depois da intervenção da eleita da CDU Susana Correia ter pedido atenção, e acompanhamento, na questão do decreto-lei que determina a integração do Museu Rainha D. Leonor no Ministério da Cultura e de ter recordado que a situação mais grave pela qual passou este espaço, e seus trabalhadores, aconteceu durante o Executivo PS, liderado por Jorge Pulido Valente.


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