Trio Alcatifa

Termina hoje, em Serpa, a 14ª edição de Noites na Nora, uma organização da Companhia Baal 17.

Para hoje as propostas complementam-se em dois espaços diferentes. Na Musibéria há dança-teatro para a infância, integrado no 2º Encontro Internacional Danza Duende. O espectáculo tem início às 18h30 e propõe uma "Viagem no dorso do meu elefante".

De acordo com a sinopse, "as nossas crianças embarcam numa viagem ao encontro da arte indiana e da Rota da Seda, símbolo do «sonho do Oriente» e da descoberta romântica pelo Ocidente destes países longínquos. Seguimos as pegadas de Vinayaka, o Elefante que, por sua vez, segue as de Alexandre o Grande e de Marco Pólo. Juntos descobrimos a alma dessas terras mágicas, através das suas músicas e danças, num espectáculo infantil cheio de surpresas". A criação e interpretação é de Tarikavalli e Mónica Roncon.

Ainda no Musibéria mas a partir das 19h00, a dança volta a encher o espaço também numa viagem, mas "ao interior do coração de três Guerreiras dispostas a desvendar sua alma e algo mais perante o mundo". A responsabilidade desta viagem é de uma companhia espanhola.

Na Nora e com um espectáculo de despedida de mais uma edição de Noites na Nora há  "Bailarico dos Orientes" com o Trio Alcatifa.

A sinopse diz-nos que o "Dr. Alban, Dr. Bombazine e Dr. Rashid viajam confortavelmente a bordo de uma versão moderna dos lendários tapetes voadores. Levantaram voo no deserto e deixaram-se inebriar pela música nas ruas do leste, de onde estava difícil voltarem a descolar. Como têm o dom de controlar o vento, conseguiram prosseguir, trazendo um rasto quente de areia misturado com a brisa fresca dos sopros. Fazem lembrar os encantadores de serpentes porque convidam o corpo ao movimento ondulante".

Trata-se de ritmos e melodias orientais com pinceladas de bailarico. "Impossível não levantar voo, impossível não deslizar".

Depois de duas semanas repletas de animação, Marco Ferreira, dos Baal 17 deixa-nos o balanço de mais uma edição de Noites na Nora que, tendo sido de um "parto" difícil pelas dificuldades financeiras, recompensa pela alegria e pela energia das pessoas sentida durante esta semana.

Apesar dos grandes constrangimentos financeiros, Marco Ferreira conclui que vale a pena continuar a pensar em mais uma edição procurando mais apoios e especialmente mais pessoas que se envolvam de corpo e alma no projecto.


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