APRESENTAÇÃO SAÚDE PCP

A sessão, na Casa da Cultura, foi promovida pela DORBE do PCP e centrou atenções no projeto da Lei de Bases da Saúde. Nela participaram João Dias, enfermeiro e deputado comunista, na Assembleia da República e Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central, responsável pelas questões ligadas à área da saúde.

Foi João Dias quem identificou os aspetos que suportam a proposta do PCP, começando por dizer que a mesma garante a continuidade de um serviço público gratuito, assente num modelo de gestão descentralizada do Estado, participado, onde onde o mesmo assuma a sua responsabilidade na supervisão e escrutínio. Neste contexto frisou que o projeto do PCP visa, também, o fim da promiscuidade entre o SNS e o privado, porque apesar de ter problemas, nenhum responde melhor do que o serviço público. Avançou, ainda, que esta proposta termina, igualmente, com o mito das nomeações na gestão da saúde.

Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central, responsável pelas questões ligadas à área da saúde, deixou claro que o PCP tem um histórico na defesa do SNS e que a questão central está no facto, de ter que se garantir a continuidade deste serviço gratuito e universal. Prosseguiu dizendo que há cinco projetos sobre esta matéria, que o do PCP e BE são próximos e que o do PS foi melhorado, distanciando-se da proposta inicial. Quanto aos do PSD e CDS-PP, referiu que defendem a continuidade da promiscuidade entre SNS e privado.

Há, no dia 23 deste mês, uma oportunidade de se discutir o assunto, na Assembleia da República, mas não se sabe se vai ser possível mudar o que está mal, segundo Jorge Pires. João Dias acrescentou que se pode ter uma excelente lei, mas que a mesma não resultará sem o financiamento necessário para a melhoria das carreiras dos profissionais de saúde e para a introdução de equipamentos tecnológicos de ponta.

Nesta sessão foi recordado que já existem 114 hospitais privados em Portugal e que está previsto construir mais um, em Beja, cujo valor, 25 milhões de euros, é idêntico ao montante necessário para a 2ª fase de construção do Hospital de Beja. Para o PCP o que está em cima da mesa é lutar por um SNS público e de qualidade, sem que o Estado precise de recorrer a privados para prestar os cuidados necessários aos utentes.


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