Centro Arqueologia de Beja

A autarquia revela ainda, que o financiamento é do Fundo Jessica, que a obra foi adjudicada à empresa Habitâmega- Construções SA  pelo valor de 2.113 119,08€ +IVA  e que terá a duração de 9 meses.

Esta intervenção reveste-se de uma grande importância do ponto de vista cultural para a cidade, sendo um dos pilares da estratégia recentemente delineada, pelo Município, para a revitalização e valorização do Centro Histórico e a intervenção no local decorre do incêndio que destruiu parte das instalações ocupadas pelos serviços técnicos da Câmara Municipal, na Rua da Moeda, estendendo-se ao edifício vizinho situado na Praça da República, esclarece, igualmente a nota de imprensa.

Os edifícios envolvem um logradouro interior, onde têm sido escavados e postos a descoberto  importantes estruturas, em bom estado de conservação, da Idade do Ferro e das épocas tardo-romana, islâmica, medieval e moderna, com destaque para uma oficina de cunhagem de moeda do século XVI, a qual, por ser privada, autorizada pelo rei, poderá ser única na Europa deste período. A relevância destas descobertas conduziu à decisão de dar ao projeto de recuperação dos edifícios e da área envolvente um uso museológico, o qual se estenderá pela totalidade dos três pisos, frisa também a autarquia.

No documento enviado à nossa redação é referido que o templo romano do século I d.C. que tem sido escavado desde que foi descoberto em 2008 é, segundo a arqueóloga Conceição Lopes, "o maior" de Portugal e "um dos maiores" da Península Ibérica. De acordo com a arqueóloga, o património do núcleo é "extraordinariamente importante", porque "pode, finalmente, permitir contar a história" de Beja, desde o século VII a.C., na Idade do Ferro, até ao século XXI num museu temático dedicado à época romana, que permitirá apresentar ao público parte dos vestígios arqueológicos da civitas de Pax Julia e do seu território.


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Sugiro um referendo para ractificar as obras :)

julio sequeira raimundo

30/11/-0001