“O objetivo passa por evocar o papel do concelho de Odemira no desenrolar dos factos que conduziriam à Greve Nacional de 1918: foi na aldeia de Vale de Santiago, no interior odemirense, que se instalou a primeira comunidade de anarquistas em Portugal, a Comuna da Luz, e onde se registaram conflitos rurais e forte mobilização popular para a greve”, refere a autarquia na nota de imprensa enviada à nossa redação.

O colóquio “A greve Nacional de 1918” está agendado para este sábado, dia 17, para as 15.00 horas, no auditório do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em Odemira. O evento conta com as intervenções de Fernando Rosas, que aborda o tema “Portugal e o Sidonismo”, de Constantino Piçarra, que apresenta o tema “1917-1918, dois anos de carestia, crise e agitação social no distrito de Beja” e de António Quaresma, com a comunicação “Odemira – 1918: crise de subsistências e tensões sociais.”

Para domingo, dia 18, pelas 15.00 horas, está marcada a inauguração da exposição “Gonçalves Correia: A utopia de um cidadão”, que decorre no Centro Sociocultural de Vale de Santiago, com a presença da autora Francisca Bicho. A exposição fica patente ao público até ao dia 23 deste mês, em Vale de Santiago e entre os dias 26 de novembro e 7 de dezembro em Odemira, no Espaço OJovem.

Na organização das comemorações do centenário da Greve Nacional de 1918, a associação GESTO conta com o apoio do Município de Odemira, Biblioteca Municipal José Saramago de Beja e Junta de Freguesia de Vale de Santiago.


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