Médicos

A greve foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM). Na nota que publicaram na imprensa, os sindicatos explicam que convocaram a greve “face à degradação do Serviço Nacional de Saúde e das condições de trabalho dos médicos” e frisam que a paralisação surge “após dois anos de tentativas de negociação com o Ministério da Saúde”, sem resultados.

Os dois sindicatos fizeram, igualmente, um comunicado a explicar aos utentes os motivos desta greve, de três dias, frisando que “os cidadãos são os principais aliados numa luta em que as justas reivindicações dos médicos se misturam com a inadiável exigência de defesa do SNS e do direito constitucional à Saúde.” No documento recordam também, que “com a falta de médicos e de serviços, os doentes esperam horas sem fim para serem atendidos, são adiadas consultas e cirurgias, as maternidades funcionam próximas da rotura, assim como a maior parte dos serviços”.

Entre os motivos da greve estão: a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, a redução do trabalho suplementar anual, o limite de 12 horas de trabalho semanal em serviço de urgência e o reajustamento das listas de utentes dos médicos de família, de 1.900 para 1.550 utentes. O descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma, são outros dos motivos identificados.

Os portugueses que se dirigirem durante estes três dias às unidades de saúde só devem esperar ser atendidos nas urgências e nos serviços de quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia, cuidados paliativos em internamento, mas também na dispensa de medicamentos para uso hospitalar e punção folicular na procriação medicamente assistida.


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