Eleições Europeias 2019

O PCP foi o primeiro a anunciar o número um da sua lista, voltando a apostar em João Ferreira, que é eurodeputado, eleito pelo Partido Comunista Português, no Grupo Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, desde 2009.

O PS apresentou o seu candidato, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, no passado dia 16, no discurso de encerramento da Convenção Europeia do seu partido. António Costa referiu-se ao ministro Pedro Marques como alguém “com conhecimento profundo das instituições europeias, tendo trabalhado com elas nos domínios do Fundo Social Europeu, do FEDER ou dos fundos de coesão".

O PSD aposta em Paulo Rangel. Foi a escolha de Manuela Ferreira Leite, nas Europeias de 2009, das quais saiu vencedor. Foi convidado, igualmente, por Passos Coelho em 2014, para encabeçar de novo a lista do PSD, que acabou por fazer lista conjunta com o CDS-PP, na altura seu parceiro de coligação no Governo.

A Aliança, partido fundado por Santana Lopes, também já escolheu o seu candidato. Apostou em Paulo Sande, assessor do presidente da República e especialista em assuntos europeus.

O CDS-PP e o BE decidiram voltar a apostar em Nuno Melo e Marisa Matias, respetivamente. Nuno Melo, o cabeça de lista do CDS-PP, tem como objetivo eleger dois deputados, tal como em 2009. Marisa Matias foi a candidata do BE em 2009 e foi eleita. Voltou a ser a cabeça de lista em 2014, alcançando de novo a sua reeleição e regressa agora, em 2019.

Após o Brexit, o número de eurodeputados diminui de 751 para 705. Dos 73 lugares libertados pela saída do Reino Unido, 27 serão redistribuídos por 14 Estados-Membros, à luz do princípio da proporcionalidade degressiva. Os restantes 46 lugares ficarão vagos, podendo ser utilizados para eventuais futuros alargamentos da União Europeia (UE). Esta decisão assegura que nenhum Estado-Membro perde lugares no Parlamento Europeu (PE) na legislatura 2019-2024.

Portugal voltará assim, a eleger 21 eurodeputados nas Europeias deste ano. Esta escolha tem impacto direto na vida dos cidadãos porque serão os representantes escolhidos que decidirão como a Europa atuará nos próximos anos para dar resposta às questões do emprego, das empresas, da segurança, da migração e das alterações climáticas.


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