Paulo Arsénio

A Câmara de Beja entende que “uma intervenção de melhoramento profundo nesta via, principal de acesso a Lisboa e ao distrito de Setúbal, não pode esperar pela nova estrada, em perfil de auto-estrada sem portagens, prevista no PNI2030 e que estará concluída até 2028, segundo calendarização apresentada”. Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja refere mesmo, que “é impossível esperar oito anos sem melhoramentos e intervenções”.

A Câmara Municipal pediu, também, no documento enviado à tutela que “se encontre desde já uma solução para uma variante a Beringel, uma vez que o atravessamento de dezenas de viaturas de grande tonelagem dessa vila coloca em sério risco a segurança da população e dos demais automobilistas que circulam nos 0.650 kms dessa estreita via”. Paulo Arsénio frisou à Voz da Planície que aquilo “que está previsto é insuficiente e que não é possível fazer tudo de uma só vez”, justificando o facto, da autarquia ter centrado “atenções nesta estrada e nas suas necessidades”.

Dizendo saber que “uma carta só não basta”, Paulo Arsénio revelou que a que foi enviada à tutela é “forte” e explica que “efetivamente os 12,650 quilómetros desta via, que se situam no concelho de Beja apresentam deformações e fendilhamentos avançados, apresentando o troço fissuras ramificadas e formações de rodeiras bem como alguns destacamentos de blocos”. O presidente da Câmara de Beja lembrou que há “estradas em Setúbal que apresentavam problemas iguais que foram intervencionadas" e que "no distrito de Beja isso não aconteceu”, avançando estar à espera de uma resposta “tão depressa quanto possível”.

A Câmara Municipal de Beja espera que “esta missiva possa produzir efeito prático e que mereça acolhimento por parte da tutela e garante”, segundo Paulo Arsénio, que “independentemente do envio desta carta, a autarquia continuará a desenvolver esforços para conseguir uma intervenção na estrada nacional EN121/IP8, o mais rapidamente possível”. “Esta não é a única estrada a precisar de intervenção”, reforçou, “mas é a primeira na lista de prioridades”.


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