João Ramos-Parlamento

O deputado do PCP João Ramos reuniu-se, com a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Santiago Maior (APEEEBSM), em Beja, e percebeu que a negação e degradação da resposta inclusiva aos alunos, através de cortes nos apoios materiais e humanos das escolas públicas têm criado situações dramáticas por todo o País, designadamente nos distritos de Beja e Évora.

Em concreto sobre o Agrupamento de Escolas nº1 de Beja, onde está integrada a Escola Secundária de Santiago Maior, o PCP dirigiu ao Ministério da Educação e Ciência a Pergunta nº185/XII/3, a 17 de Outubro, ainda sem resposta, colocando a necessidade urgente de contratação de intérpretes de língua gestual portuguesa.

O Governos PSD/CDS nega a realidade e afirma não existirem problemas, mas é a realidade concreta das escolas que desmente esta postura, nomeadamente na falta de um intérprete de língua gestual de que carece o Agrupamento de Escolas Nº 1 de Beja, afirmou João Ramos.

O deputado comunista frisou também, que na Escola Básica de Santiago Maior mantém-se, desde Setembro, uma situação inaceitável de negação de apoio a crianças com necessidades especiais devido à falta de meios humanos, ao nível da intervenção precoce, existe apenas um fisioterapeuta a meio tempo (18 horas semanais) que dá resposta às crianças dos concelhos de Beja, Alvito, Vidigueira e Cuba.

Para além disto, esclareceu, igualmente, o parlamentar, existe uma clara ilegalidade na constituição de turmas, existindo pelo menos uma, de 1º ciclo, com 21 alunos, cinco dos quais com necessidades especiais e outro dos problemas é a falta grave de funcionários que limitam o acompanhamento dos discentes com necessidades especiais, mas que têm também impacto em todo o processo educativo.

O parlamentar terminou dizendo que o PCP continuará a acompanhar esta situação e a exigir a resolução de cada um dos problemas, pelo cumprimento dos direitos fundamentais destas crianças e jovens e que nesse sentido foi já remetida uma pergunta por escrito ao Ministério da Educação e Ciência para que preste esclarecimento sobre a grave situação que se verifica.


Comente esta notícia