Hospital São Paulo
Teresa Pires, da Comissão Concelhia de Serpa do PCP, afirma que o PCP sempre considerou a transferência do hospital de S. Paulo, para a Misericórdia local como parte do processo de desmembramento e destruição do Serviço Nacional de Saúde.

O PCP contesta que durante anos tenha faltado, aquilo que considera, investimento no hospital de S. Paulo e depois da sua transferência para uma entidade privada já tenha sido possível disponibilizar os meios financeiros para a sua modernização e para criação das respostas de saúde que as populações necessitam.

Ainda segundo, o PCP também neste processo de transferência os trabalhadores foram afectados. A concelhia recorda ainda que a reversão do hospital de S. Paulo foi um compromisso da CDU assumido nas últimas eleições para a Assembleia da República e que com esta iniciativa o PCP está a dar expressão ao que se comprometeu com os eleitores do distrito de Beja.

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A transferência do Hospital de São Paulo para a Misericórdia de Serpa foi na altura justificada pelo governo anterior como vantajosa para o Serviço Nacional de Saúde. Na verdade, essa afirmação nunca foi demonstrada, tendo o Ministro Paulo Macedo negado apresentar na Assembleia da República qualquer estudo económico em que se teria baseado. A essa falta de clareza de propósitos se tem vindo na realidade a demonstrar precisamente o oposto, designadamente, o impacto negativo sobre a ULSBA que a celebração do contrato com a Misericórdia tem tido. A ULSBA custeia importante parte dos serviços prestados nessa unidade - cerca de 65.000 euros por mês, além de custos de manutenção, como os relativos ao sistema informático e comunicações. Acresce que do ponto de vista funcional, não foi concretizada qualquer complementaridade entre as entidades, não se concretizando o antes anunciado ganho. Para o Partido Socialista, esta é uma oportunidade de ponderar a necessidade de corrigir esse erro e as suas consequências negativas.

Munhoz Frade

30/11/-0001