Deputado João Dias Parlamento

Naquele projeto de resolução é recordado que “no Alentejo, e em particular na área de abrangência da albufeira de Alqueva, áreas que eram tradicionalmente ocupadas com culturas de sequeiro, ocupadas pelo cultivo de cereais, são agora destinadas a olival e amendoal intensivos”. Acrescenta que “esta situação é fator que contribui muito para a redução das áreas de cereal na região Alentejo e por consequência em Portugal.”

O projeto de resolução refere, também, que “esta realidade é particularmente sentida na área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) com o crescimento das áreas reservadas às monoculturas de olival, vinha e amendoal, contando-se em 2018 com 52 327 hectares de olival, 6 994 hectares de amendoal e 4 461 hectares de vinha dos 120 000 hectares de regadio concluídos desde 2016”. Prossegue revelando que esta é “uma realidade que revela que cerca de 53 % da área de regadio disponível se encontra ocupada por estas culturas permanentes, quase duplicando a sua importância no cenário ocupacional cultural considerado na avaliação de impactes dos projetos associados à área de influência do EFMA”.

João Dias, deputado do PCP, eleito por Beja, explica quais são as propostas do seu partido para a ordenação e gestão da agricultura intensiva e superintensiva.

João Dias refere, igualmente, que está na hora de levantar a voz contra estas questões que, “ao contrário do que refere o deputado Pedro do Carmo”, não ajudam a combater a desertificação e contribuem para a intensificação da exploração de mão-de-obra.

O deputado do PCP identifica, ainda, a outras recomendações que constam do projeto de resolução apresentado.

João Dias terminou dizendo que se tudo correr como perspetivado, o projeto de resolução que recomenda o ordenamento e gestão da agricultura intensiva e superintensiva será votado em plenário dentro de 15 dias.


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