SÍMBOLO DO PARTIDO SOCIALISTA
O Partido Socialista está a organizar plenários em todo o País com o objectivo de debater a situação política, nomeadamente a que decorre de um Orçamento do Estado que impõe mais e novos sacrifícios aos portugueses, e de discutir as propostas do PS. Hoje o plenário realiza-se, em Beja, a partir das 21.00 horas, no edifício da Expobeja e vai contar com a presença do dirigente nacional Óscar Gaspar.

Segundo o PS esta iniciativa surge num momento em que o Governo procura encenar iniciativas para desviar a atenção dos portugueses da gravidade das medidas apresentadas, por isso, considera primordial reforçar o esforço de esclarecimento e de afirmação da alternativa política.

Ainda de acordo com s socialistas o terceiro Orçamento do Estado da maioria PSD/CDS insiste na receita da austeridade e dos cortes cegos numa estratégia de trágico empobrecimento do País e sendo conhecida a intenção da maioria em cortar mais 4 mil milhões de euros na saúde pública, na escola pública e na proteção social dos portugueses, o PS manifestou o seu voto contra esta proposta de OE para 2014.

São convidados para participar nestes plenários os militantes e os candidatos autárquicos independentes nas listas do PS.


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É positivo que o Partido reúna os seus militantes a fim de debaterem a situação no país. Sobretudo neste grave momento que atravessamos. No entanto, não se entendem dos motivos que levaram o Partido a eliminar o papel das secções de residência, quer no debate interno, tão deficitário que está neste momento, sobretudo em algumas concelhias onde a ação das secções tem sido sistematicamente limitada ou até eliminada, exceção feita aos momentos eleitorais internos. Almada nesse aspeto tem sido um exemplo do mais negativo que existirá, podendo os resultados eleitorais das últimas autárquicas ser o vetor que une tais resultados ao fulcro que é sem dúvida o comportamento da oligarquia reinante que se estimula a si mesma e despreza de forma sistemática tudo e todos que a rodeiam. Mais ainda, o Partido ao nível das suas estruturas de maior importância tem vindo a prosseguir uma política correta, mas que corre o risco de não passar a mensagem aos seus militantes e simpatizantes porque não assume de forma clara uma postura de combate ao governo liberal do PSD/CDS. Os portugueses estão a ser \"imolados\" os custos da dívida, que terá beneficiado alguns, poucos, são claramente transferidos para os ombros da população. Pior ainda, todos esses custos aumentados num quotidiano que nos assalta, influenciam variáveis que se intercomunicam. O setor da saúde é uma evidência, pois para além d as alterações em termos de taxas e outros custos impostos à população, a afasta de cuidados primários e de outros mais complexos. A esperança média de vida decairá, principalmente nas faixas etárias mais idosas por falta de dinheiro (aposentados e reformados têm sido o alvo principal destes senhores. Porque será?) assim como irá influenciar as taxas de mortalidade dos mais novos. A educação sofrerá o grande embate nos próximos anos, maior que o atual, onde já se fazem sentir os efeitos da má nutrição das crianças que frequentam os primeiros e segundos ciclos. A ideia de escola pública assente em \"catecismos\" ideológicos liberais e manuais do sistema cuja falta de qualidade é por demais evidente, não possui respaldo nas quantias atribuídas ás escolas privadas com contrato de associação. Os 80.000 euros/turma afirmam por si mesmo a diferenciação que se pretende entre a escola pública e a privada. Tudo isto é preciso discutir rapidamente e o Partido Socialista tem a obrigação de promover estas e outras discussões entre os seus militantes e não promover apenas encontros de dimensão considerável com a presença de figuras gradas do partido. Em todo o lado existem Camaradas com qualificação e experiência em vários setores da sociedade para explicarem a outros e com eles discutirem a atualidade política e a resistência que todos devemos fazer à governação atual. O Partido precisa de crescer para ter a confiança dos portugueses e impor políticas de facto reformistas que não as atuais seguidas por uma \"elite\" de putos liberais e manhosos ligados à democracia cristã.

Rui de Abreu Silva

30/11/-0001