Hospital de Serpa

Aquela publicação refere que a devolução dos hospitais será feita através de contratos de cooperação, definidos num diploma publicado esta semana em Diário da República, que os acordos têm um prazo de 10 anos (renovável) e que a entidade social tem de garantir cobrar ao Estado um preço 25% mais baixo do que se fosse no sector público.

Em declarações à Voz da Planície Tomé Pires, presidente da Câmara de Serpa, recordou que a autarquia é contra a transferência do Hospital de S. Paulo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para uma Misericórdia e que vai continuar a lutar contra essa intenção. Tomé Pires fez questão de frisar também que este processo tem sido conduzido de forma encapotada, porque a autarquia tem feito tudo para ser informada sobre o que se está a passar, mas sem sucesso.

Tomé Pires garantiu não dispor de qualquer informação oficial sobre esta matéria e que a autarquia vai voltar a questionar a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), assim como o Ministério da Saúde, para saber se existem desenvolvimentos sobre esta matéria. Acrescentou que a autarquia vai apoiar todas as acções que a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos realizarem, tal como estava estabelecido no programa eleitoral, em defesa da manutenção dos serviços do Hospital de S. Paulo e da sua continuação no SNS.

O Sol revela, igualmente, que está a ser finalizado o relatório para entregar ao ministro da Saúde, que vai propor as áreas médicas a prestar em cada uma das unidades devolvidas e que para além de acordos de cooperação, a nova lei prevê ainda, outras duas formas de articulação com as Instituições Particulares de Solidariedade Social: acordos de gestão e convenções.


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