Museu Beja

Vasco Santana, do STAL de Beja, explicou à Voz da Planície que os trabalhadores estão apreensivos com esta situação e que o Sindicato se disponibilizou para saber junto das duas entidades responsáveis, CIMBAL e DRC Alentejo, o que está pensado relativamente à manutenção dos postos de trabalho dos funcionários do Museu.

Os trabalhadores sabem que existem por parte do Ministério da Cultura 14 postos de trabalho disponíveis, mas sendo esta a segunda vez que mudam de entidade patronal temem deixar uma entidade da região para passar para uma nacional.

Recorde-se que o decreto-lei que estabelece o regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos e palácios foi aprovado em Conselho de Ministros, no passado dia 7, e que durante este período de transição, assegura a CIMBAL, serão redigidos os respetivos protocolos, que serão objeto de aprovação nos órgãos competentes da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo.

A CIMBAL diz, igualmente, que no decurso do seu atual mandato foram realizadas diversas diligências, com o intuito de encontrar a melhor solução para a gestão do Museu Regional Rainha D. Leonor, envolvendo as entidades competentes do Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Beja. Como resultado das negociações efetuadas foi assegurada a integração do Museu Regional Rainha D. Leonor na rede de museus do Ministério da Cultura, consagrando o seu estatuto de museu regional. Sabe-se que esta semana já estiveram no Museu Regional Rainha D. Leonor a delegada regional de Cultura do Alentejo e os representantes da CIMBAL para agilizar o processo de transferência.

Sobre a passagem do Museu Regional Rainha D. Leonor para o Ministério da Cultura já se pronunciou, também, a adpBeja – Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja. Esta entidade diz que a CIMBAL transfere não só o edifício como todo o acervo do Museu. Acrescenta que quando se pensava que a transferência desta instituição cultural passaria, um dia, para a Câmara Municipal de Beja, acabou por ir parar a outras mãos e pede um debate público sobre o futuro do Museu Regional Rainha D. Leonor.



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