Mascaras

No documento dirigido à secretária de Estado da Administração Interna, o Sindicato refere “a inexistência de um plano distribuição de equipamentos de proteção individual, notando que só a 27 de março as corporações de bombeiros foram notificadas para enviarem com urgência, no próprio dia, o levantamento das necessidades destes materiais.” Acrescenta que só agora, “depois de insistentes denúncias, as entidades responsáveis informaram as corporações de que começarão a receber algum material a «conta-gotas», ou seja, em quantidades insuficientes para salvaguardar no imediato a saúde destes trabalhadores.”

O STAL sublinha que, “perante o advento da epidemia, o Governo deveria ter providenciado à criação de «uma reserva nacional, gerida por uma única entidade, designadamente a Proteção Civil», para garantir em tempo útil a proteção destes trabalhadores de primeira linha, evitando que se tornem também focos de transmissão do vírus.”

Vasco Santana, coordenador do STAL de Beja, esclarece as preocupações que estão no ofício enviado ao Governo, dizendo que “afetam as associações humanitárias de bombeiros em geral e que centram atenções nas questões laborais e de proteção, pedindo intervenção prioritária para estas pessoas da «linha da frente» no combate à pandemia.

O STAL apela, assim, “à secretária de Estado que - enquanto responsável da Proteção Civil é também responsável pela saúde e segurança dos trabalhadores deste sector – adote com urgência medidas excecionais, com vista a munir todas as associações humanitárias de bombeiros voluntários com os equipamentos necessários à proteção destes trabalhadores e daqueles a quem prestam serviço.”


Comente esta notícia