Terras Sem Sombra

Bruxelas anunciou a atribuição ao Terras sem Sombra do selo EFFE (Europe Festivals - Festivals de l’Europe) para 2017-2018. Esta prestigiosa marca, criada pela European Festivals Association (EFA) por iniciativa da Comissão Europeia, distingue os festivais que se destacam, no espaço comunitário, pela excelência da programação, pelo carácter inovador e pela criação de novos públicos. É considerado o mais importante "label" do sector, só outorgado a um "núcleo cimeiro" de projetos artísticos.

Para José António Falcão, diretor do DPHA da Diocese de Beja, esta distinção resulta do trabalho desenvolvido e da aposta que o festival tem feito na internacionalização.

Para José António Falcão este festival preenche uma lacuna que se fazia sentir e promove o território em que se realiza, como destino de arte, privilegiando a qualidade e o público a que se destina.

A decisão foi tomada na última semana, sob a presidência do britânico Sir Jonathan Mills, antigo diretor do Edinburgh Festival, por um júri internacional constituído pelos responsáveis da cúpula dos festivais europeus. Este júri considerou o festival alentejano "uma criação única, que forjou laços pouco usuais entre uma instituição religiosa e um sólido programa artístico e, ao mesmo tempo, desenvolve um particular conjunto de ações para a promoção do património artístico e do património natural". Salientou igualmente que, "não obstante ter lugar numa região periférica", apresenta "uma programação cuidada e coerente". Pôs ainda em evidência a "cooperação com regiões vizinhas de Espanha e o forte envolvimento das comunidades".


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