Neves Corvo-Somincor
A realização deste protesto, que foi decidido pelos trabalhadores que reuniram em plenário, surge sobretudo para reivindicar o fim do regime de laboração contínua no fundo da mina e pela humanização dos horários de trabalho, como afirma Luís Cavaco.

Ainda segundo, Luís Cavaco, outra questão fundamental é a antecipação da idade da reforma dos trabalhadores das lavarias.

Os trabalhadores já se mostraram disponíveis para realizar outras paralisações, em Novembro e Dezembro, em dias ainda a definir, caso as respostas da empresa continuiem a não satisfazer as suas reivindicações.

Em comunicado, a Somincor diz que "está a acompanhar de perto a greve proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM)" e que "de acordo com os dados apurados até ao momento, a adesão a esta greve ronda os 17%."

Afirma também, que responde "sempre às necessidades dos colaboradores de forma responsável" e que se continua "aberto a um diálogo construtivo e permanente com estes e com o sindicato". Acrescenta que a "postura da Somincor neste processo foi, e é, de manter todas as condições remunerativas e direitos dos colaboradores que estão atualmente a ser praticados, não sendo intenção da empresa retirar, agora ou noutra altura, qualquer remuneração ou outros benefícios, sejam de que natureza forem. Tudo o que está em prática em termos remunerativos ou de direitos será mantido."

É avançado, igualmente que "apresentou uma proposta ao STIM de manutenção do regime de laboração continua com turnos de 10 horas e 42 minutos com uma hora de descanso já incluída, num horário de quatro dias de trabalho seguidos de quatro dias de descanso consecutivos. Entre outros benefícios, esta proposta proporcionaria aos colaboradores trabalhar 161 dias por ano, excluindo férias e feriados, e usufruir de 20 fins-de-semana completos (sábado e domingo) por ano, ao contrário dos atuais 8 fins-de-semana completos. Esta proposta não foi aceite pelo STIM." 

Frisa ainda, o comunicado que a Somincor continua empenhada "em garantir boas condições de trabalho a todos os colaboradores, bem como a competitividade a longo prazo da operação e a sua relevante posição como empregador e contribuidor para a economia regional e nacional." Acrescenta que permanece em diálogo com os trabalhadores" e  que a "prioridade é assegurar que quem pretende trabalhar durante o período de greve o possa fazer de forma segura e com a menor perturbação."


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