Call Center

Os trabalhadores dos 'call centers', 'backoffice', lojas e empresas de trabalho temporário e 'outsourcing' do setor das telecomunicações cumprem, hoje, uma greve de 24 horas, contra a precariedade laboral.

O protesto decorre às 14.30 horas numa concentração em frente ao edifício da PT - MEO, nas Picoas, em Lisboa, uma vez que, esta empresa é "considerada pelos trabalhadores como a que mais recorre à prestação de serviços por subcontratados".

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) considera a existência no setor de "cerca de 500 mil trabalhadores com vínculos precários", que "andam de contrato em contrato sem qualquer estabilidade e com a incerteza sempre que se aproxima o fim do contrato, sem saber se continuam ou não".

Além disso, os trabalhadores queixam-se, também, dos baixos salários, da rotatividade desmesurada de trabalhadores e da desregulamentação do horário de trabalho, que impossibilita a articulação da vida profissional com a pessoal e familiar.

A greve de hoje assenta nas "insistentes queixas sobre falta de respeito e más condições de trabalho, a pressão exercida sobre os trabalhadores no desempenho das suas funções, o desgaste, os horários que não se coadunam com o necessário repouso que periodicamente necessitam e a política de baixos salários balizados no salário mínimo nacional, completamente incompatível com o elevado nível profissional que é exigido".

Isto "com a agravante de se lhe juntar uma outra parcela variável (prémios) cujo valor depende de objetivos impostos unilateralmente e cujas regras podem mudar instantaneamente, defraudando todo o empenho do trabalhador, acrescido da precariedade do vínculo contratual".


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