Hospital Litoral Alentejano

Nesta audiência, os presidentes dos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines explicaram também, os constrangimentos que existem na prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares e no financiamento da ULSLA.

Para além do problema da falta de pessoal, Vítor Proença, presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAL, disse que se está “perante um dos dois maiores municípios do país em termos geográficos” e que “do ponto de vista da acessibilidade dos utentes até ao Hospital do Litoral Alentejano representa um seríssimo problema”.

O ministro da Saúde respondeu que a nível hospitalar “não existem soluções de curto prazo”. No entanto, no que respeita em específico à falta de médicos foi garantida a “elaboração de um diploma legal que permita as deslocações de jovens médicos para o Interior” e que “a solução não passa pelo aumento valor por hora, mas sim de acordos com misericórdias.”

O ministro da Saúde comprometeu-se ainda, com “a aquisição de 10 viaturas para os cinco municípios de modo a contrariar a falta de viaturas para a deslocação dos profissionais em ambulatório e consultas ao domicílio”, referiu Vítor Proença.

Ficou acordada, igualmente, a visita de Adalberto Campos Fernandes aos cinco municípios no final deste mês, bem como uma nova reunião de trabalho, na qual se discutirá o plano de contingência para o verão, uma vez que devido à elevada procura turística da sub-região, tem-se verificado um recurso aos serviços de urgência de 20 mil utentes não residentes no Alentejo Litoral.

Para os autarcas do Litoral Alentejano esta foi “uma reunião positiva” porque se teve “a possibilidade de transmitir à tutela” as suas “preocupações” e de dizer que não se ficou “satisfeito” com o que lhes foi transmitido.


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