Simbolo da CDU

Para os vereadores da CDU, não existem argumentos para que o concelho se veja privado de concorrer em igualdade de circunstâncias com os restantes candidatos, isto mesmo refere o vereador da Coligação Democrática Unitária, Vítor Picado, esclarecendo o que está em causa.

Questionado na altura, referem, também, os vereadores da CDU, “o Executivo PS foi lesto em atribuir as culpas a terceiros, numa primeira fase aos serviços municipais e posteriormente à entidade que elaborou a candidatura. Neste sentido, é de salientar que o núcleo executivo do CLAS deu parecer no dia 30 de janeiro e que só a 13 de fevereiro o mesmo foi enviado aos parceiros do CLAS, quando o regulamento da candidatura permitia que o parecer fosse entregue até ao dia 08 de fevereiro, o que obviamente não aconteceu, conduzindo à exclusão da mesma nos termos do respetivo regulamento”. Esta situação, assegura Vítor Picado, não obstante os esforços da entidade em causa, o Centro Comunitário do Bairro da Esperança, tendo em vista a reversão da decisão de exclusão, foi confirmada recentemente pelo júri do processo de candidatura ao Programa Escolhas.

“A não aceitação desta candidatura coloca grandes constrangimentos ao desenvolvimento de atividades por parte da entidade junto de uma comunidade desfavorecida, cujas diferentes gerações do Programa Escolhas anteriormente aprovadas vieram a promover um conjunto de competências que importava continuar a desenvolver e a trabalhar mas que face a esta exclusão, por responsabilidade do Município, se vê privada deste trabalho fundamental para o incremento de uma cidadania ativa e condições de vida mais favoráveis”, é frisado, ainda, na nota de imprensa dos vereadores da CDU.

O presidente da Câmara de Beja, e do CLAS, já respondeu às acusações dos vereadores da CDU, garantindo que "foram respeitados todos os prazos regulamentados", explicando a sua afirmação. Disse contudo, que "a Câmara desconhecia que o prazo de entrega do parecer final era o dia 8 de fevereiro" e revelou que ajudou "o Centro Comunitário do Bairro da Esperança a fazer a reclamação por considerar a sua exclusão injusta".

Paulo Arsénio rejeita a acusação de se ter tratado de forma diferente esta entidade, ou com dolo, referindo que "neste mandato o Centro Comunitário continua a explorar o bar do Centro Social do Lidador" e que "já recebeu, em apoios, da autarquia 31 mil e 500 euros". Reconhecendo a importância que "o Centro Comunitário do Bairro da Esperança tem como IPSS para o território", fez questão de deixar a nota de que "os vereadores da CDU fizeram um comunicado sobre este assunto", mas que "não fizeram qualquer comentário sobre esta matéria na reunião de Câmara que se realizou horas antes."


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