Voltar

Agricultores de Serpa estão em protesto com marcha lenta durante 24 horas

Agricultores de Serpa estão em protesto com marcha lenta durante 24 horas

Foto: ©Lusa/DR

Desde as 7h00 de hoje, dia 2 de outubro, que a associação de produtores agropecuários está a promover uma marcha lenta, no concelho de Serpa, contra a “falta de condições para manter as explorações a funcionar”, devido ao aumento dos custos de produção. Organizado pela APROSERPA - Associação de Produtores do Concelho de Serpa, o protesto arrancou com concentrações em Serpa e Vila Nova de São Bento, seguindo depois em marcha lenta pela Estrada Nacional 260 (EN260) em direção à localidade de A do Pinto, onde os agricultores se uniram e seguiram juntos em direção à Ponte do Guadiana, com passagem por Serpa. “Após a chegada à ponte, a manifestação mantém-se em circulação entre a Ponte do Guadiana e Serpa durante 24 horas”, realçou a APROSERPA, estimando a participação no protesto de “cerca de 80 tratores e viaturas”.

No comunicado, esta associação realçou que os agricultores da região “vão sair à estrada para mostrar a sua indignação perante a falta de condições para manter as explorações a funcionar”.

“Os custos não param de subir, os preços não pagam o trabalho de quem produz e quem vive da terra e do gado está a ser deixado para trás”, alertou.

Já na segunda-feira de manhã, cerca de 50 agricultores do concelho de Serpa reuniram-se numa herdade perto de Vila Nova de São Bento, em protesto contra o preço dos combustíveis, sobretudo do gasóleo agrícola, que está acima de 1,80 euros por litro.

A agricultura no concelho enfrenta, atualmente, “condições impraticáveis, especialmente a de sequeiro”, disse então aos jornalistas o presidente da APROSERPA, João Revez, durante a concentração no campo, rodeado por quase 30 tratores.

Os apoios do Governo “são insuficientes”, afiançou o dirigente na altura, explicando que, “neste momento, é completamente impossível” aos agricultores avançarem “para as sementeiras de outono/inverno”.

“Já sabemos que vamos trabalhar com prejuízo”, porque, mesmo que as condições climatéricas ajudem e “o ano venha a favor”, não vão “conseguir refletir [o aumento dos custos de produção] na venda dos produtos no final do ano”, assegurou, naquela ocasião.

Em relação ao preço dos combustíveis, João Revez ilustrou que, por dia, com o uso de trator para preparar as terras, um agricultor gasta “320 litros de gasóleo”, em oito horas de trabalho: “Agora multiplique isso por uma semana”, desafiou.

Os apoios que o Governo já anunciou para os agricultores traduzem-se num acumulado de “36 euros” para cada um, acrescentou.

“Esses 36 euros não dão para comprar 20 litros de gasóleo, que é o que uma máquina de potência média, com 100 cavalos, gasta numa hora de trabalho pesado. Se tivermos duas máquinas dessas a trabalhar num hectare, chegamos ao fim do dia e gastamos” o mesmo que “um carro a gasóleo pode gastar para percorrer 6.000 quilómetros”, exemplificou.

E, além disso, “tudo encareceu”, disse, aludindo aos adubos, fertilizantes ou ferragens, entre outros fatores de produção.

Na segunda-feira, a APROSERPA reclamou a deslocação ao terreno do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, para falar com os agricultores, ameaçando que, caso contrário, avançariam com outras formas de luta.


PUB
PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Música

Jorge Palma: enquanto houver estrada para andar a sua música vai continuar a tocar

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.