A associação pauta-se pela preocupação com um distrito que está "entre os territórios do país com maior taxa de incidência de pessoas em situação de sem-abrigo e, simultaneamente, entre aqueles em que a resposta pública de alojamento de emergência é mais limitada". De acordo com a ESTAR, baseando-se nos "dados nacionais mais recentes, divulgados pela Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA)", em dezembro de 2023, estavam identificadas "mais de 1.300 pessoas em situação de sem-abrigo no distrito".
É neste contexto que o Projeto VIVER dará respostas e a sua intervenção estará "integrada em dois pilares complementares: a criação de equipas pluridisciplinares de gestores de caso, que asseguram acompanhamento próximo e continuado a cada pessoa, com Planos Individuais de Intervenção; e a criação da REDE — Residência de Emergência e Desenvolvimento, estrutura de acolhimento temporário com condições dignas de habitação, segurança e apoio técnico-social enquanto se constroem, caso a caso, os percursos de autonomização dos beneficiários".
A ESTAR acrescenta que o projeto se integra "plenamente na arquitetura da Nova Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2025-2030, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 208/2024, de 30 de dezembro, e articula-se diretamente com o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo (NPISA) do concelho".
Madalena Palma, presidente da direção da Associação ESTAR, sublinha que "a aprovação do VIVER é, sobretudo, uma boa notícia para o território. Durante anos, a nossa Equipa de Rua identificou e acompanhou pessoas em situação de sem-abrigo no distrito que, à noite, não tinham para onde ir. Agora, teremos finalmente a possibilidade de fechar essa cadeia — identificar, acompanhar e, quando necessário, acolher, com dignidade. É um passo que o distrito há muito pedia."
Quanto à execução do Projeto VIVER, a associação "assume quatro compromissos públicos para com os parceiros da Rede Social de Beja". São eles, a "transparência na comunicação de execução e indicadores", a "articulação nos circuitos de referenciação e acompanhamento", a "abertura à colaboração com os contributos e sugestões dos parceiros" e, por último, a "prestação de contas através de relatórios periódicos nas reuniões do Conselho Local de Ação Social (CLAS) e do NPISA de Beja".
A ESTAR dará início, nas próximas semanas, "à contratualização formal da operação com a Autoridade de Gestão do Alentejo 2030 e à preparação operacional das equipas que executarão o projeto no terreno".
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