No "Caderno Reivindicativo 2027", as Comissões expõem as suas preocupações, vincando que deixou de ser "admissível que os Utentes da Região mantenham sérias limitações no acesso aos diversos Serviços Públicos", bem como "a degradação das instalações e a dificuldade de acesso" a estes serviços.
Na área da Saúde, as Comissões destacam as dificuldades sentidas pelos utentes, em situações como a que se vive em Vila Nova de Milfontes, cuja Extensão de Saúde está por concluir "há mais de 1 ano". Também a falta de médicos de Medicina Geral e Familiar nos diversos Centros de Saúde da Região, é outra das preocupações e que têm sido "as empresas de trabalho temporário que asseguram o Serviço de Urgência do Hospital do Litoral Alentejano".
Na Urgência Pediátrica do mesmo hospital, o serviço é "assegurado por médicos não pediatras" e, noutros casos, os "Médicos de Família são substituídos por médicos sem formação específica".
As Comissões sublinham que faltam "100 enfermeiros em toda a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano" e que são cerca de "35.000 utentes sem Médico de Família". Outra das fortes razões para esta contestação, é o cada vez maior número de grávidas cujos partos acontecem "na berma da estrada".
Nos transportes, as questões passam pela falta de "comboio de passageiros em Alcácer do Sal, Amoreiras-Gare, Luzianes-Gare e Pereiras-Gare (Odemira) e também na linha Sines - Ermidas-Sado (Santiago do Cacém)" e a inexistência de "um terminal rodoviário na cidade de Grândola".
Quanto às estradas, as Comissões apontam os principais problemas na Estrada Nacional (EN) 120-1 (Sines - Sonega), que está degradada, a EN120 (Santiago do Cacém - Tanganheira) (Cercal do Alentejo - Odemira), que se encontra intransitável, a EN253 (Comporta - Montemor-o-Novo), que também está degradada, e o troço do Itinerário Complementar 1 (Palma - Alcácer do Sal), que está intransitável.
Quanto aos CTT, as Comissões pedem o regresso à esfera pública, com o "retorno ao controlo do Estado antes que seja tarde demais". Como defesa, as Comissões assinalam "o mínimo de Serviço Público previsto na atual Lei", que continua num estado de degradação propositada, "sempre a favor dos bolsos dos acionistas dos CTT, quer na qualidade quer na frequência da prestação do mesmo".
A falta de carteiros "no quadro de pessoal dos Centros de Distribuição Postal (CDP)", é outro dos problemas que deve ter solução, "para que a distribuição diária e domiciliária de correio prevista na Lei seja cumprida".
"Temos zonas da Região em que a mesma só tem lugar quando muito uma vez por semana. Dentro das Sedes de Concelho, em algumas zonas, a distribuição só tem lugar de 5 em 5 dias o que é manifestamente pouco e prejudica despudoradamente os Utentes", referem as Comissões em nota.
Neste sentido, "Os Utentes e as suas Comissões", fazem as suas exigências ao "Governo e aos diversos Partidos Políticos representados na Assembleia da República", através do "Caderno Reivindicativo 2027", no qual explanam todas as suas reivindicações.
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