Voltar

Falha no sistema informático do SNS continua a afetar serviços de saúde no Alentejo

Falha no sistema informático do SNS continua a afetar serviços de saúde no Alentejo

Foto: SNS 24

A falha no sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) verificada na sexta-feira de manhã continua a provocar constrangimentos na prescrição de receitas e no acesso a consultas, disse à Lusa fonte sindical. “Ainda há locais onde não é possível fazer a passagem de receitas, a prescrição de forma normal. Também nas farmácias ainda há relatos de que os doentes não conseguem ir à farmácia e aviar a sua receita normalmente”, disse à Lusa, Maria João Tiago, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM). Segundo a dirigente sindical, o problema está a afetar serviços de saúde no Alentejo e na Grande Lisboa. No entanto, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) disse à Lusa que, em termos gerais, o sistema está a funcionar normalmente.

“No caso da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, trata-se de um problema local e, no caso de Loures, a situação está normalizada. Na região da Grande Lisboa também não identificámos qualquer situação”, referiu a mesma fonte.

Porém, o sindicato relatou que o sistema ainda está em baixo em alguns locais, prejudicando os utentes no acesso a consultas e compra de medicamentos, aumentando também a hipótese de erros por parte dos médicos que não conseguem ter acesso ao historial clínico do doente.

“Quando se vai à farmácia, cada medicamento tem uma percentagem de comparticipação. Não tendo este sistema todo operacional, na farmácia ficam na dúvida qual é a comparticipação do medicamento. E, muitas vezes, o doente tem que pagar um medicamento por inteiro para o conseguir trazer”, explicou Maria João Tiago.

Por outro lado, prosseguiu, também não está ainda normalizada na totalidade a plataforma onde está disponível o historial global do doente, afetando não só as instituições do SNS como as privadas, nomeadamente na emissão de baixas.

“O risco que acarreta não termos o historial do doente é muito grande. A maior parte dos doentes não sabe a medicação que faz, não se lembra das alergias, o que faz com que o erro médico possa drasticamente aumentar”, considerou Maria João Tiago.

A sindicalista classificou a situação como “gravíssima”, por afetar desde os cuidados de saúde primários a hospitais e até o Sistema de Informação dos Certificados de Óbito, pelo que defende a existência de formas para salvaguardar o sistema.

O Serviço de Urgência Polivalente do hospital de Évora está hoje a funcionar “com constrangimentos decorrentes de falhas nos sistemas informáticos”, divulgou a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULSAC explicou que esta situação levou a que fossem “ativados os planos de contingência definidos para este tipo de ocorrência”, para “assegurar a continuidade da prestação de cuidados e a minimizar o impacto no funcionamento do serviço”.

“No entanto, estes constrangimentos poderão refletir-se no prolongamento dos tempos de espera, pelo que se apela à compreensão e colaboração dos utentes”, acrescentou.


PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Música

Comemorações dos cem anos de José Afonso em 2029 terão "cunho popular forte"

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.