“Mais grave, ainda, é a situação dos docentes que, perante a falta de professores nas escolas, prolongaram a sua permanência no ativo tendo em conta as expectativas criadas quanto ao valor da futura aposentação”, sublinhou.
A Fenprof disse que a CGA “não pode desresponsabilizar-se perante os seus pretensos erros”, nem alegar um lapso de parametrização para tomar decisões que têm consequências concretas na vida de milhares de trabalhadores e exige “transparência, respeito pelos direitos constituídos e salvaguarda das legítimas expectativas criadas”.
Segundo a federação, os valores de pensão inicialmente comunicados respeitavam integralmente o quadro legal em vigor, “o que não acontece com os novos valores (inferiores)”.
Face a esta situação, a Fenprof exigiu à CGA “esclarecimentos rigorosos” sobre a origem destas diferenças, os critérios utilizados e os fundamentos legais que sustentam os novos valores comunicados, bem como a análise individualizada de cada situação.
Considerou ainda que o Governo “também não pode alhear-se” de um problema que exige “respostas urgentes” e disse estar a acompanhar centenas de situações, disponibilizando aos docentes o apoio jurídico necessário.
Por fim, apelou a todos os professores que ainda não contactaram a sua organização sindical para que o façam para obterem o apoio e o acompanhamento de que precisam.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, já veio confirmar que os valores pagos a mais terão de ser repostos.
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