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Ambiente

Junta de Ervidel culpa olival por enxurrada de lama na aldeia

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Junta de Ervidel culpa olival por enxurrada de lama na aldeia

Foto: Pixabay

Um “rio de lama” formou-se, no passado domingo à noite, na zona baixa de uma aldeia em Aljustrel, com a presidente da junta a atribuir culpas a um olival plantado há poucas semanas junto à povoação.

Após uma forte chuvada, “um rio de lama veio da plantação do olival e toda a zona baixa ficou afetada”, relatou hoje a presidente da Junta de Freguesia de Ervidel, Andreia Piassab, à agência Lusa.

A autarca indicou que, por volta das 21:00 de domingo, uma enxurrada, com terra e até plantas do olival recentemente plantado, invadiu os quintais das casas e o espaço público da zona baixa da aldeia.

“O olival foi plantado, nas últimas semanas, na zona norte de Ervidel e a terra não tem qualquer resistência, porque não tem ervas, foi recentemente mexida e, com a chuva, veio parar à zona baixa da freguesia”, contou.

Além disso, notou, “os camalhões (porção de terreno para sementeira) estão todos direcionados para as traseiras da freguesia e não têm qualquer vala de escoamento ou de encaminhamento de águas no final da plantação”.

Andreia Piassab disse que a zona afetada “já era propensa a enchentes quando as chuvas são mais fortes, porque o sistema de escoamento não tem capacidade quando a chuva é mais intensa”, mas frisou que “desta vez não foi só água”.

“Os quintais ficaram todos cheios de lama e as ruas ficaram intransitáveis”, adiantou.

Segundo a autarca, os trabalhos de limpeza, que arrancaram esta manhã, mobilizaram trabalhadores e equipamentos da câmara e da junta e também os bombeiros.

A responsável realçou que a junta já tinha interposto uma ação popular no Ministério Público contra a plantação do olival, alegando questões ambientais e de qualidade de vida.

“Vamos apensar as imagens [da enxurrada] e novos dados à ação popular”, acrescentou.


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