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Movimento Chão Nosso denuncia “destruição de caminhos rurais”

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Movimento Chão Nosso denuncia “destruição de caminhos rurais”

O Movimento Chão Nosso denuncia “mais uma grave consequência resultante da instalação de culturas agrícolas intensivas no Alentejo: a destruição e inutilização de caminhos rurais. Deixa um exemplo nas “proximidades da aldeia do Penedo Gordo, onde existe o sítio arqueológico visitável, a villa romana de Pisões, ao qual é praticamente impossível aceder nesta altura do ano, criando sérias dificuldades a quem o pretenda visitar.”

“Muitos caminhos rurais que atravessam explorações agrícolas em modo intensivo encontram-se, por estes dias, completamente inutilizáveis devido à presença constante de maquinaria pesada, criando sérios constrangimentos ou mesmo o total impedimento ao seu uso por parte das populações que habitam em meio rural que, deste modo, ficam ainda mais prejudicadas”, refere o documento enviado à nossa redação.

“Neste momento é praticamente impossível aceder à villa romana de Pisões, criando sérias dificuldades a quem o pretenda visitar. Pode no locar perceber-se a realização de pulverizações em terrenos ocupados com uma cultura de amendoal, sem qualquer aviso prévio, mesmo junto à vedação do sítio arqueológico, tornando impossível a permanência no sítio. São necessárias medidas urgentes para pôr travão a estas situações, exigindo ainda a reposição e conservação destes acessos que, por vezes, são a única forma de aceder a algumas habitações ou sítios de interesse”, refere o arqueólogo Miguel Serra, do Movimento Chão Nosso.


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