De acordo com o movimento, "a Segurança Social diz respeito ao setor privado, aos descontos feitos pelos trabalhadores e entidades patronais, que mesmo com dívidas apresenta saldos positivos, enquanto que o Sistema da Caixa Geral de Aposentações diz respeito ao setor público, em que o Estado como entidade patronal se vem esquecendo de lá colocar o valor que lhe é devido".
O MURPI acrescenta que se trata de um claro objetivo que "tem por base uma mentira", sustentando esta afirmação com o argumento de que a intenção do Governo é "fragilizar o sistema público de financiamento, abrir portas aos fundos das pensões, transferindo recursos também resultantes das contribuições dos trabalhadores e, deste modo, consumar o assalto aos recursos financeiros da Segurança Social".
Durante o 11º Congresso, o movimento lançou o alerta para esta situação que já se adivinhava depois de apresentada a "proposta da Comissária Europeia que ameaçava com a criação do fundo privado das pensões que resultaria da obrigatoriedade de descontos dos trabalhadores para a constituição deste fundo".
O MURPI reforça que estas propostas são um "ataque aos direitos constitucionalmente consagrados, que visam reduzir os valores das pensões e o aumento progressivo da idade da reforma", tratando-se de "um balão de ensaio para concretizar uma ofensiva sem precedentes aos direitos sociais dos trabalhadores e dos reformados, apropriando-se dos excedentes da Segurança Social e reduzir o valor das pensões no futuro".
O movimento conclui que está em marcha "um roubo descarado" aos descontos dos trabalhadores e que os mesmos não podem "permitir que tal se concretize".
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