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MURPI diz que Governo lançou "balão de ensaio para atacar Segurança Social"

MURPI diz que Governo lançou "balão de ensaio para atacar Segurança Social"

Foto: MURPI

Segundo o comunicado do MURPI, o movimento criado pela Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, "o relatório sobre a Segurança Social, encomendado pelo Governo, distorce deliberadamente os dados financeiros com o objetivo de criar uma situação de défice financeiro que justifique um ataque às características do atual sistema da segurança social, pervertendo o seu carácter público, solidário e universal". O organismo refere igualmente que "a proposta contida no relatório junta os diversos sistemas contributivos e não contributivos e mais não é que uma manobra manhosa que visa criar um défice onde ele não existe". Para o MURPI, os dados do Instituto de Gestão Financeira de dezembro de 2025, a Segurança Social apresentava à data "um valor de quase 7 mil milhões de euros de saldo positivo, ou seja mais de mil milhões de euros face ao período homólogo".

De acordo com o movimento, "a Segurança Social diz respeito ao setor privado, aos descontos feitos pelos trabalhadores e entidades patronais, que mesmo com dívidas apresenta saldos positivos, enquanto que o Sistema da Caixa Geral de Aposentações diz respeito ao setor público, em que o Estado como entidade patronal se vem esquecendo de lá colocar o valor que lhe é devido".

O MURPI acrescenta que se trata de um claro objetivo que "tem por base uma mentira", sustentando esta afirmação com o argumento de que a intenção do Governo é "fragilizar o sistema público de financiamento, abrir portas aos fundos das pensões, transferindo recursos também resultantes das contribuições dos trabalhadores e, deste modo, consumar o assalto aos recursos financeiros da Segurança Social".

Durante o 11º Congresso, o movimento lançou o alerta para esta situação que já se adivinhava depois de apresentada a "proposta da Comissária Europeia que ameaçava com a criação do fundo privado das pensões que resultaria da obrigatoriedade de descontos dos trabalhadores para a constituição deste fundo".

O MURPI reforça que estas propostas são um "ataque aos direitos constitucionalmente consagrados, que visam reduzir os valores das pensões e o aumento progressivo da idade da reforma", tratando-se de "um balão de ensaio para concretizar uma ofensiva sem precedentes aos direitos sociais dos trabalhadores e dos reformados, apropriando-se dos excedentes da Segurança Social e reduzir o valor das pensões no futuro".

O movimento conclui que está em marcha "um roubo descarado" aos descontos dos trabalhadores e que os mesmos não podem "permitir que tal se concretize".


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