No comunicado, o PCP de Serpa vê o início do "erro", a partir do momento em que "foi retirada ao Serviço Nacional de Saúde a gestão do Hospital de São Paulo para a entregar a uma instituição sem experiência na administração hospitalar". O partido completa com a convicção que a aposta passava por "reforçar o SNS" e que, desta forma, "o Estado demitiu-se das suas responsabilidades".
A concelhia do PCP aponta o dedo ao Governo, que diz ter preferido "persistir no erro, continuando a investir milhões de euros em infraestruturas sem corrigir o problema de fundo". Para o partido só existia uma resposta possível para evitar "o fracasso deste modelo", que seria "a devolução imediata do Hospital e do bloco operatório ao Serviço Nacional de Saúde".
O PCP de Serpa acrescenta que "a rejeição" em Assembleia Geral acabou por confirmar "que o caminho iniciado com a retirada do Hospital de São Paulo do Serviço Nacional de Saúde falhou".
O Secretariado da Concelhia de Serpa do PCP também critica "a postura da Câmara Municipal", que diz ter-se limitado a "reconhecer problemas de gestão", promovendo "sucessivas reuniões e declarações de preocupação que não produziram qualquer resultado concreto para defender os trabalhadores, a instituição ou os interesses da população".
Mas, o PCP argumenta que o assunto torna-se ainda "mais grave", porque "entre os responsáveis autárquicos encontra-se um antigo Secretário de Estado com responsabilidades políticas nas opções que abriram caminho a esta situação". O partido acusa a "quem ajudou a construir este modelo", de não se poder limitar "a assistir às suas consequências".
No comunicado da estrutura do PCP de Serpa, entre várias preocupações, é também assinalado que "quem paga esta política são os trabalhadores", que os trabalhadores não devem ser vistos como "um custo", mas sim "a riqueza da instituição", porque, diz o PCP, "não são números numa folha de Excel. São pessoas, famílias e vidas".
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