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Resialentejo conseguiu reduzir a deposição de resíduos de 94% para 15%

Resialentejo conseguiu reduzir a deposição de resíduos de 94% para 15%

Foto: Resialentejo

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) diz que "Portugal vive uma emergência ambiental, no que diz respeito à capacidade dos aterros sanitários". A APA deixa o alerta de que, "anualmente, cerca de três milhões de toneladas de resíduos urbanos têm como destino final o aterro no nosso país, o que corresponde a mais de metade do lixo produzido". Neste contexto nacional adverso, a Resialentejo – empresa de gestão de resíduos do Baixo Alentejo - apresenta valores opostos à média nacional, com uma estratégia que permitiu criar condições técnicas para preparar os resíduos para reciclagem e reutilização, desviando-os do aterro. Os resultados estão à vista: em 2012, a deposição em aterro situava-se nos 94% E Em 2026, esse valor já caiu para 15%, muito perto das metas europeias de 10% até 2030.

A Resialentejo está também a construir um novo aterro sanitário, que vai servir as populações dos oito concelhos onde desenvolve a sua atividade, antecipando-se à limitação de capacidade do aterro atual, cuja esperança de vida útil é de mais dois anos.

Em complemento, já se deu início a um processo de avaliação da possibilidade de, mediante o cumprimento de critérios rigorosos do ponto de vista legal, económico e ambiental, poder disponibilizar a outros Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) uma pequena percentagem da capacidade disponível na nova infraestrutura, contribuindo para responder aos desafios que o setor enfrenta a nível nacional.

Por outro lado, esta nova infraestrutura poderá ser utilizada pelas próximas gerações, já que as atuais taxas de deposição e a quantidade de resíduos encaminhados para reciclagem permitem alargar o tempo de vida útil.

A nível nacional, a maioria dos aterros foram construídos ainda nos anos 2000, com uma projeção de vida útil de várias décadas, mas grande parte esgotou a sua capacidade em apenas 25 anos, fruto de uma regra que, durante muito tempo, privilegiou enterrar os resíduos em vez de os valorizar.

A fraca adesão dos portugueses à reciclagem tem agravado este cenário, o que leva Portugal a ser penalizado pela União Europeia pelo incumprimento das metas de redução de deposição em aterro.

No que diz respeito ao encaminhamento de resíduos para reciclagem, a Resialentejo também apresenta resultados acima da média nacional e europeia. Atualmente, a empresa encaminha para reciclagem 65% dos resíduos urbanos que trata para reciclagem, superando a meta europeia de 63% (prevista apenas para 2030).

A Resialentejo apresenta-se como um exemplo de que é possível inverter a tendência atual, através do investimento contínuo em infraestruturas e da melhoria dos processos de gestão de resíduos. Outro dos aspetos passa pela consciencialização das comunidades, para que reduzam de forma efetiva a produção de resíduos.


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