imagens: Cavalheiro (Tiago Ferreira) / DR
O título “Pequena Sorte” carrega um duplo significado: por um lado, remete para um conjunto reduzido de canções; por outro, reflete o reconhecimento das pequenas sortes da vida — gestos, encontros e relações — que tantas vezes se revelam as maiores. “O melhor do mundo são as pessoas” funciona, aqui, como chave de leitura para um disco que tem na partilha criativa a sua base.
“Gosto da ideia de escrever canções para outras pessoas, de as ouvir cantar coisas que escrevi. Neste disco explorei mais isso. Se calhar, no futuro farei quase só isso”, afirma Cavalheiro. “Pequena Sorte” é, por isso, um retrato coral, um mosaico de vozes que ecoa diferentes formas de sentir e olhar o mundo. Ao lado de Marta Moreira e Graciela Coelho, o músico conta ainda com as colaborações de José Pedro Vinagre e João Costeira.
O novo álbum prolonga uma trajetória feita de independência e coerência estética, alheia a modas ou fórmulas fáceis. Influenciado por artistas como Harry Nilsson, The Horrors e Frédéric Chopin, Cavalheiro reafirma a sua convicção de que a música deve ser um espaço de encontro e de ligação. “É nas pessoas, no amor e nos laços que se encontra o que verdadeiramente importa”, sublinha.
Tiago Ferreira, nome próprio de Cavalheiro, nasceu no Porto e cresceu em Santo Tirso, mas foi em Braga que consolidou o seu percurso artístico. Desde 2009, quando lançou o seu primeiro EP homónimo, tem construído uma discografia marcada pela intimidade, melancolia e lirismo: “Primeiro” (2010), “Farsas” (2011), “Ritmo Cruzeiro” (2012), “Trégua” (2013), “Mar Morto” (2015), “Falsa Fé” (2018) e “Ilha Digital” (2021) revelaram um músico atento às fragilidades humanas, às distâncias e aos laços que persistem.
“Pequena Sorte” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e Tiago Ferreira falou-nos sobre este novo disco do Cavalheiro que o próprio diz nunca ser.
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