imagens: Alexandre Cortez
A artista explica: “Fechei os olhos para ver e coloquei-me a sós. Dei por mim perplexa e maravilhada com a complexa dualidade da existência humana: criadores todos nós, matamos com a mesma leveza com que fazemos nascer; tão fortes e tão frágeis. Tenho urgência em falar, tenho a urgência do fogo na voz.”
Cada tema assume-se como um manifesto – um convite ao empoderamento individual, ainda que silencioso e invisível, enquanto força de crescimento coletivo. A dramaturgia interna de cada canção guia os ouvintes numa jornada profunda e emocional, onde a solidão se revela como semente de revolução, consciência e resgate interior.
Ao vivo, La Negra é um corpo em movimento e palavra em combustão. Um concerto seu não se limita ao palco: é um campo vibrante de manifestação coletiva, onde a música convoca, desperta e transforma. É uma experiência sensorial onde se cruza o lirismo da voz com a fisicalidade da performance, amplificada por uma linguagem musical que se recusa a ser contida em categorias fixas.
Sara Ribeiro, aka La Negra, é artista e maga – nas palavras, na voz e na presença. Em palco, transfigura-se em canal e impulso. Une a performance vocal e física camaleónica a uma expressão emocional indomável, capaz de elevar corações e limpar almas. Ao lado de Ricardo Martins e Alexandre Bernardo, músicos e coautores do projeto, La Negra encontra o espaço ritual onde o som é manifestação de liberdade e consciência.
Depois de apresentar o disco em Lisboa, no Teatro Ibérico, La Negra segue com uma série de concertos para apresentar "Deus Só" ao vivo: 17 de maio na Cooperativa Mula, no Barreiro, e a 24 de maio na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora.
O EP “Deus Só” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
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