imagens: Sebastião Ferreira / Xutos & Pontapés / DR
A digressão “Direito ao Deserto” começa esta sexta-feira em Beja, com um espetáculo integrado nas celebrações do 25 de Abril, e estende-se até setembro com datas em localidades como Porto (na Queima das Fitas), Lisboa (Rock in Rio), Monção, Albergaria-a-Velha, Évora, Faro, Penamacor, Cantanhede, Ribeira Grande na ilha de São Miguel (Monte Verde Festival), Trancoso, Góis, Coruche e Porto D’Ave no concelho da Póvoa de Lanhoso.
“Há discos que não pedem licença. Entram, ficam e dizem ao que vêm. ‘Direito ao Deserto’ não é fuga. É confronto. É estrada aberta, até ao fim”, lê-se na publicação.
“Direito ao Deserto” é o sexto álbum de estúdio dos Xutos & Pontapés, composto por nove temas, entre os quais “Jogo do Empurra”, “Tonto” e “Pequenina”.
Os Xutos & Pontapés são uma das mais duradouras bandas rock portuguesas, tendo surgido há 47 anos, a contar de 13 de janeiro de 1979, dia em que deram o primeiro concerto no salão de baile dos Alunos de Apolo, em Lisboa.
Na altura, o grupo, que chegou a chamar-se Delirium Tremens e depois Beijinhos e Parabéns, integrava os jovens Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel, influenciados pelo punk rock que entrava em força na cena musical estrangeira.
47 anos depois do primeiro concerto, o grupo persiste na música portuguesa com mais de uma dezena de álbuns e muitas canções que servem de âncora para um clã do rock com milhares de fãs de várias gerações.
Mesmo depois da morte do guitarrista Zé Pedro, em 2017, a banda manteve-se ativa, em palco e em estúdio, com Tim (vocalista e baixista), João Cabeleira (guitarrista), Gui (saxofonista) e Kalú (baterista).
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