Setembro Amarelo

Acredita-se que há relação entre o bem-estar físico e mental e daí o “setembro amarelo” ter optado por um tema que pressupõe pensar a cidade e a arquitetura. A ideia foi pedir ajuda aos arquitetos, pensando os espaços na ótica da prevenção do suicídio, mas também perceber o que pode trazer a arquitetura para esta área, no sentido de melhorar a qualidade de saúde.

Estiveram 15 alunos e um monitor da Universidade Lusíada, em Beja, coordenados por dois professores do curso de mestrado integrado, Fernando Hipólito e Helena Botelho, que não conheciam a cidade e por isso, os responsáveis por esta realização consideram que as respostas foram mais “genuínas”.

Fernando Hipólito, um dos coordenadores da oficina de trabalho, explica que a arquitetura é uma atividade muito abrangente e faz um balanço positivo desta iniciativa, que levou os intervenientes a fazerem uma reflexão sobre o que lhes foi proposto, encontrando soluções para os espaços silos de Beja e fábrica de moagem.

Helena Botelho, que também coordenou a equipa de alunos que esteve em Beja, começou por referir que “a cidade tem que estar viva porque senão é palco da morte”, explicando que foi com base neste pressuposto que se pensaram as propostas que visam dar vida aos Silos de Beja e ao edifício da fábrica de moagem adjacente. Uma das propostas sugere a criação de uma residência com laboratórios e Helena Botelho esclarece como.

As outras propostas assentam na transformação do edifício da fábrica de moagem e dos silos de Beja, num hotel com SPA e numa escola com mercado e é também Helena Botelho quem apresenta as soluções pensadas.

Com o “setembro amarelo” a chegar ao final falta ainda cumprir a última proposta das atividades programadas, ou seja o Cycle Around the Globe, que começou com a ligação, através de bicicleta, de Portalegre a Évora e que termina, no próximo fim de semana, com a ligação, a pedalar, de Beja a Santiago do Cacém.


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