Escola Publica

Depois de entregarem na Assembleia da República (AR), uma Petição com mais de 70.000 assinaturas, os cidadãos e as cidadãs que defendem a escola pública promovem neste sábado, uma marcha que não irá contestar a existência de estabelecimentos particulares e cooperativos, mas sim reafirmar que: a escola pública é a que deverá estar no centro das políticas; que lhe é devido um financiamento adequado; que não deverá haver duplicação de despesa na Educação; que tem qualidade; que é estranho que alguns dos que hoje, se afirmam preocupados com a eventual eliminação de postos de trabalho, durante os últimos quatro anos tenham convivido bem com a destruição de mais de 30.000, a esmagadora maioria em escolas públicas, fazendo aumentar em mais de 200% o desemprego docente e disparar os horários-zero nas escolas e que a liberdade de escolha é um direito das famílias que deverá associar-se ao dever de pagar quando a opção é por um colégio privado.

São seis as razões que devem levar todos os cidadãos e cidadãs a "Unir vozes em defesa da escola pública" na marcha deste sábado. As declarações são de Manuel Nobre, do Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS).

Para esta grande Marcha em defesa da Escola Pública, a mobilização tem vindo a crescer em vários setores da sociedade e são já muitos milhares os cidadãos e cidadãs que confirmaram a sua presença em Lisboa. Sinal da mobilização que se verifica são os transportes que já se organizam. De todos os distritos do continente sairão autocarros, estando também já confirmados dois comboios especiais que sairão do Norte do país, para além de todos quantos, de modo próprio, se deslocarão para participarem.

Na concentração, em representação dos subscritores da Petição/Copromotores da Marcha, usarão da palavra Ana Benavente (docente universitária e investigadora e ex secretária de Estado da Educação), Ana Sesudo (Presidente da Associação Portuguesa de Deficientes), Arménio Carlos (Secretário-Geral da CGTP), Helena Roseta (Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa) e Diogo Mendes (Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Lima de Freitas).

Após as intervenções seguirá a marcha que, à cabeça, contará com a presença de diversos "primeiros subscritores"/promotores. 


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A escola pública é sinónimo de mais justiça. Mais justiça e mais igualdade nas colocações de professores, nas notas atribuídas aos alunos. As colocações no privado são feitas aos amigos e às amigas. As notas nas escolas privadas são muito mais elevadas que nas publicas. Eu saí de uma universidade pública e sou contratada há 20 anos. Neste momento nem estou a dar aulas porque não arranjei escola. Os professores que saíram das privadas no ano em que eu saí e anos seguintes já estão em quadro de escola. Foi isto que as escolas privadas fizeram. Foi ceifar a vida de muita gente. Entram nas faculdades com notas bombásticas e saem com notas bombásticas. Depois é vê-los trabalhar nas escolas públicas. Aí já não escolhem as privadas para dar aulas. Estamos na república das bananas.332

Vera Lúcia Gonçalves Amaral

30/11/-0001

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