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Opinião

"A leitura como ponte para a diversidade e para a unidade"

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"A leitura como ponte para a diversidade e para a unidade"

Foto: Facebook Fátima Santos

"Celebrou-se, no passado dia 21 de março, o Dia Mundial da Poesia, data implementada, em 1999, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com a principal finalidade de que se saliente a relevância da poesia, enquanto manifestação artística comum a toda a Humanidade, brindando-se a criatividade, a pluralidade linguística e cultural, que sempre têm acompanhado a existência humana, desde as tradições orais à escrita", refere Fátima Santos, professora, na crónica de opinião que pode ler e ouvir aqui.

"No próximo dia 23 de abril, assinalar-se-á o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído em 1995, também pela UNESCO, com o objetivo de incentivar a leitura e de promover a proteção dos direitos de autor, que tantas vezes são esquecidos nesta era da comunicação digital. Curiosamente, esta data foi escolhida com base na lenda de São Jorge e o Dragão, uma tradição catalã, e também como homenagem a escritores, como Shakespeare, Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616. Em 2023, o tema escolhido pela UNESCO foi «Línguas Indígenas», valorizando-se, deste modo, a diversidade e a pluralidade linguísticas.

Celebra-se, hoje, o Dia do Livro Português, data criada pela Sociedade Portuguesa de Autores com a intenção de destacar a importância do livro, do saber e da língua portuguesa em todo o mundo. Este dia foi escolhido, porque foi no dia 26 de março 1487, que se imprimiu o primeiro livro em Portugal: o “Pentateuco”, em hebraico, que saiu das oficinas do judeu Samuel Gacon, na Vila-a-Dentro, em Faro, tendo sido o primeiro livro impresso em português Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto, dez anos mais tarde, pelo impressor português Rodrigo Álvares, no Porto.

Gutenberg tinha sido o segundo no mundo a usar a impressão por tipos móveis, por volta de 1439, após o chinês Bi Sheng, no ano de 1040, e o inventor global da prensa móvel, o que facilitou a difusão e massificação da aprendizagem e as bases para a atual economia do conhecimento.

A verdade é que a imprensa se desenvolve no Ocidente com o alemão Gutenberg. A verdade é que os primeiros livros impressos em Portugal resultaram do trabalho de um judeu e de um português. A verdade é que o Pentateuco é, para os cristãos, a totalidade dos cinco primeiros livros da Bíblia. Para os judeus, esses cinco livros constituem a Torá. Eles apresentam a história do povo de Israel desde a criação do mundo até à morte de Moisés. A verdade é que a diversidade linguística, cultural e religiosa sempre existiu, desde os primórdios da História da Humanidade e que o Homem sempre sentiu necessidade de criar mitos e deuses, para não se sentir tão só, neste imenso Universo. A verdade é que sempre nos deslocámos, movidos por interesses diversos e, por isso, somos o produto de culturas milenares, tenham elas sido transmitidas oralmente ou por escrito. A verdade é que só o conhecimento nos pode ajudar a compreender e a aceitar melhor as nossas diferenças e as nossas semelhanças e os atalhos para lá chegarmos serão sempre, e inevitavelmente, o da leitura e o da cultura."

                                                     


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