Terras sem Sombra

A edição deste ano decorre entre 11 de fevereiro e 1 de julho, de forma itinerante, nos concelhos de Almodôvar, Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja. O programa assenta em três pilares: a música, o património e a biodiversidade, e tem como tema uma viagem às "identidades e práticas musicais" da Europa, entre "os séculos XVI e XX".

José António Falcão, diretor do Departamento Histórico e Artístico da Diocese de Beja, relevou a criação de redes de parceria, característica que se mantém desde o início, num festival que fala cada vez mais uma linguagem peninsular.

Desta linguagem peninsular falou também, o diretor artístico, Juan Ángel Vela de Campo, realçando o facto deste ano, em Sevilha, já em fevereiro, na apresentação do festival se promover a união do cante e do flamenco.

No campo do património, os concertos decorrem sempre em monumentos, aos sábados à noite e este ano, como novidade, o Terras sem Sombra abre as portas, em exclusivo, de espaços fechados ao público, através de uma visita guiada, aos sábados à tarde, pelas cidades e vilas que acolhem o Festival. Quanto à parte ambiental, a organização prossegue a aposta em ações de divulgação e preservação dos tesouros naturais da região, aos domingos de manhã.

O evento foi apresentado em Serpa, ontem e o presidente da Câmara Tomé Pires, o anfitrião, realçou a importância que assume o investimento na cultura, como fator de desenvolvimento.

O programa do Terras Sem Sombra tem também, desde há vários anos, uma componente de divulgação e de apoio ao desenvolvimento da economia e dos produtos regionais alentejanos. Este ano, o destaque maior é dado ao azeite, um dos produtos mais representativos da indústria local, referiu Luís Mira Corôa, presidente da UCASUL - União de Cooperativas Agrícolas do Sul.

As entradas no FTSS são gratuitas e o primeiro concerto volta a ser realizado, como já é tradição neste evento, em Almodôvar.



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