Parlamento

Este debate surge na sequência da petição entregue pela FENPROF em Dezembro do ano passado, a qual foi subscrita por mais de 30 mil docentes. Um documento que reclama a adequação do regime de aposentação às condições e consequências do exercício prolongado da profissão, defendendo que os professores possam aposentar-se aos 36 anos de serviço, sem perda de remuneração.

A FENPROF, ouvida na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, reafirmou que as políticas seguidas têm resultado numa crescente sobrecarga dos professores e num esforço, manifestamente insuportável, no exercício da profissão, que têm agravado muito a exaustão dos docentes, deixando clara a elevada expectativa que os professores e educadores têm em relação a iniciativas legislativas que dêem substância ao conteúdo da petição, afirmando ainda a convicção de que tal expectativa não sairá defraudada.

Manuel Nobre, presidente do SPZS, afirma que um dos motivos desta reivindicação é o facto da profissão docente ser considerada elevado desgaste físico e psíquico devido ao seu exercício continuado.

Ainda segundo Manuel Nobre, outro argumento passa pela necessidade de haver um "rejuvenescimento" da profissão docente.



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A Assembleia da República deverá aprovar uma lei na qual os professores com 36 de serviço possam usufruir de algum descanso pois a profissão de hoje em dia é de um desgaste psíquico enorme. Além disso, a camada mais jovem de professores necessita entrar no mercado de trabalho com toda a urgência. Os professores do primeiro ciclo nunca tiveram redução de horário ao longo da sua carreira como os demais professores dos restantes ciclos têm e, sendo também o seu horário superior em número de horas letivas. O que se pede é que a AR tenha em consideração a especificidade do trabalho dos professores do primeiro ciclo...

Maria Floripes Carrasco Caeiro

30/11/-0001