"A gestão privada deste serviço não tem servido a cidade, deixando bairros inteiros esquecidos e acumulando descontentamentos", é outra das afirmações do Bloco, reiterando que é urgente "a remunicipalização dos serviços de limpeza, associada a uma política de planeamento e coesão territorial". A preocupação com os trabalhadores, é outro dos pontos principais da posição do partido, que diz serem merecedores de "condições dignas e estáveis e não estar sujeitos à precariedade".
O BE sublinha várias passagens do comunicado do PCP, entre elas a questão da defesa do Serviço Público e o combate às privatizações, que "constitui para a CDU uma peça essencial da sua intervenção", visto que "essa foi uma das condições, tornada pública para a aceitação de pelouros na CM Beja". Segundo o PCP, "a decisão agora tomada pela Coligação Beja Consegue, com o apoio do PS, do Chega e da IL, (…) constitui por isso e objetivamente um questionamento dos compromissos assumidos no início do mandato.”
O Bloco assinala também que, "não obstante o trabalho da CDU nos pelouros da Cultura, Turismo e Património, na hora da verdade, quando se trata de decisões estruturantes – como a privatização de serviços, neste caso de limpeza urbana – a direita sabe muito bem o que quer e sabe também que pode contar com o PS, que iniciou este caminho, e com o Chega, que quer levá-lo às últimas consequências".
Mas, o BE não deixa de criticar aquilo a que chama um "nado-morto", referindo-se ao "acordo com a direita no executivo, que levou à aceitação de pelouros pela CDU" e que acabou por ser o próprio presidente da autarquia a passar "a certidão de óbito".
"Só não vê quem não quer. À esquerda, o que faz falta é um acordo de oposição consequente, amplo e plural, capaz de mobilizar a cidadania ativa e insurgente para derrotar as políticas de direita e construir alternativas com futuro", conclui a nota do BE.
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