Perante a falta de respostas da IP, e após reunir com a população, a Junta de Freguesia de Cercal do Alentejo convocou um protesto a pé até ao local afetado, com a participação de autarcas de Cercal do Alentejo, Vila Nova de Milfontes, Santiago do Cacém e Odemira.
Em declarações à agência Lusa, na terça-feira, o presidente da Junta de Cercal do Alentejo, Carlos Rodrigues, lamentou a falta de respostas por parte da IP aos sucessivos pedidos de esclarecimentos e garantiu que esta situação “está a causar impactos bastante grandes” às populações.
Além disso, acrescentou, tem gerado “muitas dificuldades às empresas da zona” que têm de percorrer “mais do dobro das distâncias”.
“Se já estava difícil para as pessoas que se deslocam diariamente em condições normais, agora acarreta muito mais despesa ao nível do combustível”, argumentou o autarca.
Num comunicado conjunto, enviado hoje à Lusa, as Juntas de Freguesia de Cercal do Alentejo e de Vila Nova de Milfontes afirmaram que hoje houve “um avanço claro no impasse" que durava há mais de um mês com a IP.
“Considerando o avanço claro no impasse que durava há um mês e meio por parte da Infraestruturas de Portugal e tantos transtornos [que] está a causar na vida das famílias, empresários e agricultores” foi decidido “cancelar, para já, a manifestação” deste sábado, divulgaram.
Segundo os promotores, a IP esclareceu que a intervenção na EN390 “prevê a construção de um muro de suporte, estimando-se uma obra com um período não inferior a 60 dias”.
Está também a ser avaliada a “abertura do trânsito alternado para viaturas durante o faseamento da obra, sendo que a garantia só poderá ser dada após o dia 05 de abril”, acrescentaram.
No comunicado, as Juntas de Freguesia garantiram que vão “assegurar-se [de] que os trabalhos arrancam efetivamente na próxima semana”.
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