O projeto é apresentado por Rui Santana & Filipe Pilar, uma dupla que desenvolve em Portugal uma proposta musical única, na qual a música eletrónica contemporânea se funde com o património paisagístico e cultural das regiões do Algarve e do Alentejo. Com mais de três décadas de percurso, Rui Santana e Filipe Pilar destacam-se pela criação de sonoridades que cruzam a vanguarda europeia — com influências da música eletrónica alemã, inglesa e francesa — com uma matriz mediterrânica e raízes ibéricas.
As suas composições originais são interpretadas ao vivo com recurso a sintetizadores, samplers e caixas de ritmos, integrando ainda fontes sonoras acústicas e recolhas de som ambiente.
Mais do que um concerto, a experiência proposta é uma verdadeira imersão sonora que cruza música, ritmos e efeitos especiais, transportando o público para um universo sensorial inédito. A dupla já se apresentou em palcos internacionais, como o Electronic Circus Festival na Alemanha, e em locais de elevada carga histórica em Portugal, incluindo a Fortaleza de Sagres, a Basílica Real de Castro Verde, a Igreja Matriz de Almodôvar, a Igreja (antiga mesquita) de Mértola e os Museus da Escrita do Sudoeste e da Lucerna.
Entre os seus projetos mais recentes destacam-se as obras “2500 Anos de Escrita”, “Via Crucis” e “Memória da Paisagem”, este último integrado nas celebrações da Marca do Património Europeu.
No dia 21 de março, o organista António Esteireiro sobe ao palco para um concerto dedicado ao órgão. O ciclo encerra no dia 29 de março com um recital de piano interpretado por Cláudia Silva.
Com esta iniciativa, o município pretende promover a diversidade musical e valorizar diferentes abordagens artísticas associadas aos instrumentos de teclas, proporcionando ao público momentos culturais de qualidade num espaço emblemático da vila.
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