A CNA sublinha ainda que "estes atrasos devem-se desde logo à falta de meios, nomeadamente de recursos humanos das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para avaliar as candidaturas apresentadas pelos agricultores. Recorde-se que a CCDR territorialmente competente deve analisar e aprovar as candidaturas submetidas, no prazo de 15 dias úteis após a respectiva submissão. Mas estes prazos não estão a ser cumpridos".
A confederação fala em "falta de transparência", acrescentando que esta "é também por demais evidente, tendo em conta que não há dados actualizados de forma regular do número de candidaturas submetidas, analisadas e pagas. Exige-se que esta informação esteja acessível com dados referentes a cada uma das CCDR, de forma aberta e de fácil consulta".
A CNA sente igualmente uma "falta de vontade política para uma efectiva resposta à calamidade que atingiu milhares de agricultores". Como espelho dessa alienação política, está por exemplo o "plano florestal com os indisfarçáveis atrasos na remoção da madeira e desobstrução de caminhos agrícolas e florestais que continua – quatro meses depois – em grande parte por concretizar".
Como tal, a CNA "reclama ao Governo a urgente alocação dos meios necessários para que o Estado cumpra com a palavra dada e para que os tão necessários apoios cheguem aos agricultores o mais rapidamente possível".
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