“Tive oportunidade de fazer visita desde Mértola até aqui ao Pomarão e verificar o estado das obras que já foram feitas no âmbito do protocolo que nós assinámos com os municípios que sofreram maiores danos nas cheias”, afirmou a governante, recordando que Mértola e Alcácer do Sal foram os dois primeiros municípios a assinar o acordo que lhes permite receber financiamento do Governo para a recuperação dos danos provocados pelo mau tempo.
A ministra afirmou que o protocolo com Mértola “tem um valor de 2,8 milhões de euros”, dos quais 1,5 milhões de euros se destinam ao desassoreamento do rio para o tornar navegável entre Mértola e Pomarão, trajeto que hoje pôde ser feito durante a maré alta e que se torna impraticável quando a maré desce e o rio tem menos caudal.
Os 2,8 milhões de euros previstos vão permitir fazer limpeza das margens do rio e reconstruir cais que ficaram danificados ao longo do trajeto, ambos trabalhos já em curso, enquanto as dragagens estão ainda na fase de projeto, indicou Maria da Graça Carvalho.
Esta parte é a “mais cara” e a que demora mais”, podendo ser necessário reforçar a verba prevista para esse objetivo, nos próximos anos.
O presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé, destacou a importância do projeto da dragagem do rio para o município, devido ao potencial que tem para o desenvolvimento económico e turístico da zona, frisando que vai ser executado nos “próximos dois a três anos”.
Quanto à tomada de água do Pomarão, a ministra disse que vai ser iniciada “muito em breve”, adiantando que o projeto vai contar com “duas fases” e a primeira delas vai entrar em concurso em junho.
Maria da Graça Carvalho indicou que este concurso “já abriu uma vez, mas ficou deserto, e agora vai ser novamente lançado”, enquanto a segunda fase está agora a ser reformulada, depois de a governante ter dado “orientações para fazer um novo traçado”, com “menor impacto ambiental e menos oneroso”.
A ministra classificou a tomada de água no Pomarão como uma “obra muito importante para toda esta região” e “para ajudar a fornecer água o Algarve”, ao permitir a captação de mais 60 hectómetros cúbicos de água, depois de um acordo alcançado com Espanha para o efeito, volume que vai ser depois transferido para a barragem de Odeleite, de onde abastecerá o sotavento (este) e, em caso de necessidade, o barvalento (oeste).
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