População de Ervidel - CTT

Naquela acção, os reformados levaram consigo os seus vales de reforma, para tentarem levantar a sua pensão naquele local ou, caso não fosse possível, solicitar à Administração que indicasse qual a estação adequada para o fazer, com garantias de privacidade e comodidade.

Depois de algumas peripécias, e do protesto que protagonizaram em defesa da manutenção do serviço público de correios, lá conseguiram levantar as suas reformas na estação de correios do Oriente, contou à Voz da Planície Manuel Nobre, presidente da Junta de Freguesia de Ervidel.

O autarca explicou também que foram recebidos por um responsável, que pouco mais adiantou do que a necessidade de se marcarem novas reuniões com a Administração. Foi avançada contudo, uma outra proposta, que a população rejeita e Manuel Nobre esclareceu porquê, dizendo que a mesma pressuponha a distribuição, por um carteiro, porta a porta das pensões de reforma, mediante o pagamento do serviço, no valor de 1 euro e 30 cêntimos. Recordou que no posto de correios que encerrou o serviço não era pago e disse, igualmente, que esta proposta significa a privatização de um serviço que deveria ser e manter-se público.

Manuel Nobre referiu também que depois dos protestos de ontem, conseguiram voltar para Ervidel com a promessa da Administração dos CTT de tentar encontrar uma solução consensual e com a certeza de que a luta vai ter de continuar.

Recorde-se que o posto de correios de Ervidel foi encerrado pela Administração dos CTT no passado dia 27 de Maio, que o mesmo foi transferido para uma mercearia local e que desde então a população, acompanhada pela Junta de Freguesia, tem protagonizado diversas acções de luta a reivindicar a reabertura da estação, frisando, entre outras razões, a perda de serviços e de privacidade no tratamento de questões pessoais, como é o caso do levantamento das pensões de reforma.




 

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António Baião

30/11/-0001