Beja Merece Lisboa

Florival Baiôa reagiu às notícias veiculadas por três ministros, nos últimos dias, em Beja, referindo que os “alentejanos não se vencem pelo cansaço” e nem “pelas más notícias”, porque os investimentos que reivindicam “são justos e obras baratas, que custam pouco ao Estado”. Prossegue afirmando que o Baixo Alentejo “quer ser Portugal”, que não pode continuar “votado ao esquecimento” e que se “espera dos seus políticos uma tomada de posição” sobre estas novidades. Para Florival Baiôa está “na hora dos políticos eleitos fazerem barulho” e de contrariarem o Governo, porque “até parece que o poder central não quer desenvolvimento na região”.

Por acreditar que a região tem futuro, o Beja Merece+ prossegue com as suas ações em defesa do território, e das suas reivindicações, realizando conversas com os grupos parlamentares, com o objetivo de lhes explicar o que pode ser feito e porque é urgente. O movimento já se reuniu com o PSD e o BE e tem encontros marcados, para esta semana, com o Partido Ecologista “Os Verdes” e o PCP. Neste contexto, Florival Baiôa esclareceu que o que se pretende é um apoio formal dos partidos, que os mesmos levem os problemas do território ao Parlamento e que deixem claro o interesse que têm na região. Acrescentou que é preciso pressionar, no sentido de se assegurar que os investimentos necessários possam ser feitos ainda, na reprogramação do 2020.

Catarina Martins, líder do BE, já interpelou o Governo sobre a linha do Alentejo e António Costa respondeu que “Portugal não acaba em 2020” e que esta questão será discutida no que se refere “à sua prioridade”, quando for reavaliado o Plano de Infraestruturas para os próximos sete anos.

Recorde-se que o Movimento Beja Merece+ entregou na Assembleia da República, no passado dia 10, uma petição, com mais de 26 mil assinaturas, a exigir a conclusão da A26 - Sines - Beja - Ficalho; a eletrificação da linha de caminho de Ferro Casa Branca - Beja - Funcheira; investimento no aeroporto de Beja e melhores serviços de saúde para o Baixo Alentejo. Um documento que se pretende ver transformado em projeto-lei, por ser este um dos caminhos para garantir mais investimento público no território.  


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