Segundo a AdSA, em comunicado, o estudo vai avaliar a viabilidade técnica, económica e ambiental do uso de água residual tratada em processos de eletrólise, contribuindo desta forma para a transição energética, economia circular e a valorização dos recursos.
No âmbito desta parceria, em vigor até fevereiro de 2029, compete à AdSA disponibilizar “amostras de água residual tratada” na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ribeira dos Moinhos, em Sines.
Já a UÉ fica com a responsabilidade de desenvolver o estudo científico, assegurar “a coordenação técnica e científica do trabalho” e partilhar os “resultados com a AdSA, salvaguardando a confidencialidade e os direitos de propriedade intelectual”.
Na mesma nota, a empresa explicou que a “ETAR de Ribeira dos Moinhos apresenta condições operacionais e qualidade do efluente tratado que lhe conferem potencial de reutilização”.
Este estudo surge “numa altura em que a gestão eficiente da água e a produção de energia limpa assumem um papel estratégico para o desenvolvimento regional”, salientou.
Para a empresa do grupo Águas de Portugal, esta colaboração “representa um passo importante na valorização da água residual tratada e na procura de soluções inovadoras para a transição energética”.
“Através da ETAR de Ribeira dos Moinhos, a Águas de Santo André coloca o seu conhecimento técnico e as suas infraestruturas ao serviço de um projeto que reforça a economia circular e a eficiência no uso da água”, sublinhou o conselho de administração da AdSA, citado no comunicado.
O projeto H2tALENT, coordenado pela Universidade de Évora, pretende afirmar o Alentejo como um ecossistema integrado de referência na produção de hidrogénio verde, com soluções sustentáveis e passíveis de serem replicadas noutros territórios.
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